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Mercado fica de olho em decisão da China sobre carne suína alemã

Alemanha, que conta com a China para quase dois terços de suas exportações de carne suína, confirmou um caso da peste suína africana na quinta

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(Bloomberg) — Cresce o nervosismo em torno da possível suspensão pela China das importações de carne suína da Alemanha, maior produtor da Europa, devido a preocupações relacionadas à peste suína africana. O país asiático é o maior consumidor mundial de carne de porco.

Alemanha, que conta com a China para quase dois terços de suas exportações de carne suína, confirmou um caso da peste suína africana na quinta-feira. Depois do anúncio, Coreia do Sul e Japão suspenderam as compras, e Taiwan começou a inspecionar as bagagens de passageiros vindos da Alemanha.

A proibição da China de importações de fornecedores alemães ou áreas específicas onde a doença foi identificada é inevitável, disse Ma Chuang, vice-secretário-geral da Associação Chinesa de Ciência Animal e Medicina Veterinária.

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O caso alemão foi detectado em um javali morto perto da fronteira com a Polônia. A proibição da China representaria mais um obstáculo para o país europeu, que ainda enfrenta o impacto econômico da pandemia. A China havia anunciado há poucos que iria retomar as importações de carne suína de alguns frigoríficos alemães que foram anteriormente afetados pelo coronavírus.

A China, maior produtora de suínos do mundo, também combate a peste suína em suas próprias fazendas desde o primeiro relato de um surto em 2018. A doença provocou falta do produto no mercado após reduzir os rebanhos pela metade, elevando os preços da carne suína no país e as importações para níveis recordes.

A Alemanha foi o terceiro maior fornecedor de carne suína da China no primeiro semestre, depois dos Estados Unidos e da Espanha. Uma redução na oferta da Alemanha pode beneficiar produtores, incluindo EUA e Brasil, cujas exportações para a China estão crescendo, disse Lin Guofa, analista sênior do Bric Agriculture Group.

O caso de peste suína na Alemanha deve reduzir as importações chinesas do país, como aconteceu com a Bélgica em problema semelhante em 2018, disse Ma. No entanto, terá impacto limitado em animais para reprodução do país asiático, que compra principalmente da França e Dinamarca, disse.

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