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SÃO PAULO – Após fortes quedas generalizadas na principais bolsas internacionais na véspera, os mercados iniciam esta quarta-feira (3) sinalizando leve ajuste positivo, o que não significa que o clima, principalmente em Wall Street, tenha melhorado.
Nos EUA, o pré-market sinaliza com alta próxima a 0,5% em seus principais índices, o que não chega a surpreender em razão do fechamento com queda próxima a 2,5% de S&P 500, Nasdaq e Dow Jones na última terça-feira.
Em suma, investidores seguem temendo por um corte de rating dos EUA, especialmente após a Moody’s manter sua perspectiva negativa para a nota, apesar de ter mantido o país como Aaa.
“Apesar de o presidente Barack Obama ter ratificado o tão esperado acordo sobre a elevação do teto da dívida e o corte de despesas, o apetite global ao risco continua deteriorando-se à uma velocidade assustadora”, resume Lars Christensen, analista chefe do Danske Bank.
Europa combalida
Dentre os principais desdobramentos da aversão ao risco, o câmbio é visivelmente um dos pontos mais sensíveis neste momento. Com o aumento da insegurança no mercado internacional, investidores buscam refúgios em moedas fortes como o franco suíço, que fechou com valorização de 2,9%, mesmo após a intervenção do Banco Central do país.
Como consequência, a forte apreciação do franco suíço ajudou a fragilizar ainda mais a situação de alguns empresas e governos do continente, uma vez que parte considerável do endividamento da região está exposta à moeda.
Trajetória frágil
Nesta sessão, o foco não deve ser diferente da véspera, e sem indicadores relevantes tanto na agenda norte-americana quanto europeia, o mercado deve seguir pautado pela forma com que o investidores e as agências de rating digerem as novidades fiscais dos EUA.
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Em um momento delicado como o atual, não será surpresa se o leve ajuste positivo observado nas primeiras horas da manhã se converter em uma nova rodada de perdas ao longo do dia.