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SÃO PAULO – Poucas alterações foram observadas nas projeções dos economistas do mercado semanalmente consultados pelo Banco Central no Relatório Focus. Conforme mostra o mais recente levantamento divulgado pela autoridade monetária nesta segunda-feira (30), a mediana das estimativas para a inflação oficial medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) se manteve em 3,49% para este ano, ao passo que para o seguinte subiram de 4% para 4,03%.
Do lado do PIB (Produto Interno Bruto), a mediana das projeções continuou em 2,75% e 3,00% nos respectivos períodos. Já para a Selic, as expectativas são de que a taxa básica de juros encerre este ano em 6,25% e o seguinte a 8%, mesmos percentuais apontados nas últimas quatro semanas.
Uma das únicas alterações nas projeções foi vista na taxa de câmbio. Agora, os economistas esperam que o dólar encerre o ano cotado a R$ 3,35 — R$ 0,02 a mais do que o valor apontado na última semana. Para 2019, a taxa de câmbio foi mantida em R$ 3,40.
Entre os cinco economistas que mais acertam em suas projeções — o chamado “top 5” –, no cenário de curto prazo, a mediana das apostas para o IPCA continuou em 3,79% ao final de 2019 e 4,25% ao final do ano seguinte. Também não houve alterações do lado da Selic: 6,25% e 8% nos respectivos períodos. Já pelo câmbio, as projeções para este ano apresentaram alta de R$ 3,38 para R$ 3,43. No ano seguinte, foi mantida a expectativa para o dólar em R$ 3,40.
Já no cenário de médio prazo, nenhuma alteração foi observada. Do lado do IPCA, as projeções ficaram em 3,56% e 4%, respectivamente. Pela taxa de câmbio, R$ 3,38 e R$ 3,45, nesta ordem. Do lado dos juros, as medianas ficaram em 6,25% e 7,50%.