Mercado de trabalho: será que chegou a vez dos robôs?

Feira no Japão deve apresentar maiores avanços na área de inteligência artificial, Japão já conta com robôs atuando em várias funções

Publicidade

SÃO PAULO – Um dos aspectos mais difíceis no dia-a-dia de uma empresa é a gestão dos profissionais. Mantê-los motivados e eficientes é uma tarefa cada vez mais difícil.

De sua parte, os funcionários reclamam do achatamento dos seus rendimentos, que muitas vezes não acompanham o aumento dos custos do seu orçamento. Por outro lado, o empresário tem que enfrentar a realidade da empresa, que exige investimentos constantes em infra-estrutura e maquinário, ao mesmo tempo em que a carga tributária crescente comprime cada vez mais o seu faturamento.

Desanimados com essa realidade, muitos chegam a sonhar com um mundo onde tudo fosse automatizado, e onde muitas funções pudessem ser exercidas por robôs, diminuindo assim o estresse da gestão dos “recursos humanos” da empresa.

O futuro já chegou?

A julgar pelos lançamentos apresentados na World Expo no ano passado, em Nagoya, no Japão, esta realidade pode estar mais próxima do que se imagina. Na feira foram expostos alguns dos maiores sucessos no desenvolvimento de inteligência artificial do país asiático.

A Mitsubishi Heavy Industries, por exemplo, apresentou um robô que atua como recepcionista. Fluente em quatro línguas, ela dava informações aos visitantes do evento. Com uma tecnologia de reconhecimento de voz, que permite 7 mil respostas verbais e infinitas expressões faciais – que vão da alegria à indignação, a robô-recepcionista Saya foi uma das grandes atrações da feira.

Por sua vez, a Nec aposta em outro filão, o da babá-robô, que encarregada de supervisionar crianças. Além de reconhecer o rosto dos “pequenos”, a robô-babá liga para os pais em caso de emergência. Outra empresa que vem apostando em robôs é a montadora Toyota, que já desenvolve uma linha de robôs operários para executar várias atividades.

Continua depois da publicidade

Preocupação com futuro motiva pioneirismo

O Japão é, sem dúvida, o país mais avançado em termos de uso de robôs, tanto que já podem ser encontrados robôs atuando como recepcionistas, porteiros, guias, trabalhadores de hospitais, e até, como animais de estimação.

O próprio governo estima que, nos próximos dez anos, todos os domicílios japoneses terão ao menos um robô. O avanço do uso de robôs no Japão é tanto que o governo já estuda a elaboração de regras para a manutenção de robôs em casas e escritórios.

Em parte, o desenvolvimento de robôs humanóides no Japão reflete a situação do próprio país, que gozando com a mais baixa taxa de natalidade do mundo, já se preocupa com o impacto que isso terá no mercado de trabalho. As inovações são tantas que muitos batizaram, informalmente, o ano de 2005 como o ano do robô.