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SÃO PAULO – As vendas brasileiras de sêmen na pecuária cresceram 4,7% em 2015 na comparação com o ano anterior. Juntando segmento de corte e leite, foram comercializadas 12,6 milhões de doses, contra pouco mais de 12 milhões vendidas em 2014. Os dados são da Associação Brasileira de Inseminação Artificial (ASBIA).
Segundo a entidade, o desempenho positivo do setor foi influenciado pela pecuária de corte, que absorveu 8,2 milhões de doses, ante 7,1 milhões no ciclo anterior, uma alta de 16,26%. Para o presidente da Asbia, Carlos Vivacqua, as cotações do boi gordo também favoreceram o mercado de sêmen. “A valorização do preço da arroba durante todo o ano passado possibilitou ao produtor investir no melhoramento animal através da Inseminação Artificial, o que contribuiu para o desempenho positivo do setor”, disse por meio de nota.
Por outro lado, o mercado de leite registrou queda de 12,04% nas aquisições de sêmen. “Tivemos o bloqueio à Rússia, que tirou do mercado um importante player importador de lácteos, um decréscimo no crescimento econômico da China, a Europa com sua economia `flat` e o fortalecimento do dólar em relação a diversas moedas. Estes, entre outros aspectos, trouxeram um significativo impacto no mercado de sêmen”, explica o dirigente da entidade.
Exportações
Em 2015, o aquecimento dos negócios no mercado externo, principalmente no setor de corte, elevou as exportações em um patamar expressivo: 54,9%. No período, as vendas externas de sêmen de corte totalizaram 103.739 doses, ante 66.976 na temporada anterior. As vendas também evoluíram no leite, com 118.852 doses comercializadas, ante 112.787, um incremento de 5,4% na mesma comparação.