(Bloomberg) — Mercado de DI corrige excesso no movimento registrado desde que Tombini comentou a projeção do FMI, revertendo as apostas para o Copom e gerando pressão na curva de juros, diz Rodrigo Borges, diretor de renda fixa da Franklin Templeton Investments em entrevista por telefone.
- Pressão política sempre existiu no Brasil; não parece ter havido pressão especial neste Copom
- Comunicação do BC foi “desastrosa”, mas havia razões para Copom não confirmar as expectativas de alta da Selic
- Cenário ainda traz imensos riscos, mas pressões inflacionárias podem diminuir quando choque de tarifas se dissipar; alta menor do dólar também pode ajudar
- Inflação em 12 meses no 2º sem. pode cair para em torno de 5%, tornando juro real muito alto e abrindo espaço para BC retomar corte de juro
- Política fiscal é “a mãe” de todos os riscos; expectativas podem piorar se governo não entregar ajuste
- Eventual agravamento da turbulência externa, que poderia pressionar câmbio, e possível novo choque inesperado de preços também são riscos para cenário.
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Por Josué Leonel
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