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SÃO PAULO – Os mercados conseguem dar continuidade ao bom humor da semana passada e estenderam os ganhos a esta segunda-feira (20). Mais uma vez o movimento foi beneficiado pela divulgação de indicadores melhores que as expectativas sobre a economia norte-americana, fator que ajudou a puxar as commodities, que, por sua vez, refletiram na bolsa brasileira.
Com Wall Street mais uma vez em alta e as bolsas europeias acumulando o sexto avanço consecutiva, o Ibovespa fechou com valorização de 2,08% e obteve sua quarta alta seguida, atingindo 53.154 pontos. O volume financeiro totalizou R$ 7,77 bilhões, inflado pelo vencimento de opções sobre ações, que movimentou R$ 2,46 bilhões.
Agenda
A agenda de indicadores contribuiu para a continuidade dos ganhos externos. O Leading Indicators registrou avanço de 0,7% em junho e surpreendeu positivamente os analistas, que previam alta de 0,5%. O indicador é responsável por compilar diversos índices já divulgados, como o número de pedidos de auxílio-desemprego, custo da mão-de-obra, permissões para construção, entre outros
Noticiário corporativo
Paralelamente, o plano corporativo colocou em destaque as ações da financiadora CIT Group, que avançaram 78,57% na NYSE (New York Stock Exchange) em meio a rumores de que o grupo, com problemas financeiros, conseguiu um aporte de US$ 3 bilhões com detentores de títulos.
Bolsa
A boa impressão trazida por estas referências voltou a afetar as cotações das commodities, em especial petróleo e metais básicos, que subiram. Em resposta, os ativos de Vale, Petrobras e siderúrgicas apresentaram bom desempenho na sessão.
O setor financeiro dividiu os holofotes com as blue chips produtoras de matérias-primas. Enquanto os papéis de Itaú Unibanco e Bradesco se beneficiaram do upgrade dado pelos analistas do Goldman Sachs; o inverso ocorreu com ativos de Redecard e BM&F Bovespa, que sofreram rebaixamento na recomendação. As ações da Redecard lideraram as perdas do Ibovespa.
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Por outro lado, os papéis da Gafisa lideraram os ganhos após o Credit Suisse elevar o preço-alvo e sua recomendação às ações para outperform (acima da média de mercado), citando os recentes números preliminares positivos divulgados no setor.
As maiores altas, dentre as ações que compõem o Índice Bovespa, foram:
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Cód. | Ativo | Cot R$ | % Dia | % Ano | Vol1 | Links | ![]() |
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GFSA3 | Gafisa ON | 20,80 | +6,94 | +100,40 | 69,64M |
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CSAN3 | Cosan ON | 15,10 | +6,26 | +34,34 | 23,44M |
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TAMM4 | TAM PN N2 | 25,50 | +6,25 | +33,58 | 27,10M |
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LREN3 | Lojas Renner ON | 24,53 | +5,73 | +57,16 | 36,40M |
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GGBR4 | Gerdau PN | 21,65 | +4,69 | +44,24 | 132,66M |
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As maiores baixas, dentre os papéis que compõem o Índice Bovespa, foram:
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Cód. | Ativo | Cot R$ | % Dia | % Ano | Vol1 | Links | ![]() |
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RDCD3 | Redecard ON | 27,30 | -3,19 | +9,45 | 73,49M |
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SDIA4 | Sadia PN | 5,44 | -2,51 | +45,07 | 27,30M |
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PRGA3 | BRF Foods ON | 41,60 | -2,12 | +39,88 | 45,20M |
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CESP6 | Cesp PNB | 18,97 | -0,99 | +26,05 | 32,77M |
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BVMF3 | BMFBovespa ON | 11,75 | -0,76 | +99,17 | 183,29M |
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As ações mais negociadas, dentre as que compõem o Índice Bovespa, foram :
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| Código | Ativo | Cot R$ | Var % | Vol1 | Vol 30d1 | Neg | |||
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| PETR4 | Petrobras PN | 31,90 | +1,27 | 780,96M | 490,99M | 16.287 | |||
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| VALE5 | Vale PNA | 31,10 | +3,05 | 714,64M | 472,06M | 18.722 | |||
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| ITUB4 | Itau Unibanco PN | 32,57 | +4,22 | 231,71M | 159,43M | 11.200 | |||
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| BVMF3 | BMFBovespa ON | 11,75 | -0,76 | 183,29M | 174,79M | 10.683 | |||
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| CSNA3 | Sid Nacional ON | 45,51 | +4,17 | 142,14M | 96,76M | 5.741 | |||
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* – Lote de mil ações
1 – Em reais (K – Mil | M – Milhão | B – Bilhão)
Dólar
Pela sexta sessão consecutiva, o dólar comercial fechou em queda. A moeda encerrou o dia com desvalorização de 1,24%, sendo cotada a R$ 1,904 na venda, o menor patamar desde 30 de setembro de 2008, quando finalizou a R$ 1,906.
Como de costume, o Banco Central voltou a intervir no câmbio, ao realizar novo leilão de compra de dólares no mercado à vista. Segundo o Depin (Departamento de Operações de Reservas Internacionais), a operação, cuja taxa aceita foi de R$ 1,9039, teve início às 15h18 e terminou às 15h28 (horário de Brasília).
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Balança comercial e Focus
Ainda no panorama doméstico, repercutiu a divulgação da balança comercial da terceira semana de julho, que teve um saldo positivo de US$ 894 milhões, elevando seu acumulado em 2009 para US$ 16,138 bilhões.
Também esteve em foco o relatório Focus, que contou com previsões mais otimistas para a economia brasileira em 2010. O documento elaborado pelo Bacen ainda mostrou um recuo na mediana das projeções para o dólar no final de 2009, indo de R$ 2,00 para R$ 1,95.
Renda Fixa
No mercado de renda fixa, os juros futuros encerraram sem tendência definida. O contrato com vencimento em janeiro de 2010, que apresenta maior liquidez, encerrou apontando taxa de 8,64%, queda de 0,01 ponto percentual frente à apresentada na sessão anterior.
No mercado de títulos da dívida externa brasileira, o Global 40, bônus mais líquido, encerrou cotado a 129,95% de seu valor de face, o que representa uma alta de 0,19%.
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O risco-país, calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan, fechou cotado a 252 pontos-base, estável em relação ao fechamento anterior.
Bolsas dos EUA estendem ganhos
Nos Estados Unidos, o índice Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia norte-americanas, teve alta de 1,20% e atingiu 1.909 pontos.
Seguindo esta tendência, o índice Dow Jones valorizou-se 1,19%, a 8.848 pontos.
Da mesma forma, o índice S&P 500, que engloba as 500 principais empresas norte-americanas, subiu 1,14%, a 951 pontos.
Na Europa, o
índice CAC 40 da bolsa de Paris registrou alta de 1,63% e atingiu 3.271 pontos.
No mesmo sentido, o índice FTSE 100 da bolsa de Londres valorizou-se 1,25%, chegando a 4.444 pontos.
Já o DAX 30, da bolsa de Frankfurt, subiu 1,04%, a 5.030 pontos.
Veja os indicadores previstos para a terça-feira
Sem dados relevantes nos EUA, terça-feira destaca indicadores domésticos. A FGV (Fundação Getulio Vargas) divulga o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) do segundo decêndio de julho, que é bastante utilizado pelo mercado, e retrata a evolução geral de preços na economia.
Será o primeiro dia da reunião do Copom, quando os membros do Comitê expõem suas opiniões sobre a conjuntura econômica nacional.

