Mercado cauteloso com cenário externo mantém futuros dos EUA em queda

Votação de plano de ajuste fiscal de Portugal e intervenção da Otan na Líbia provoca apreensão; petróleo segue em alta

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SÃO PAULO – Os principais contratos futuros sobre índices de ações dos EUA operam instáveis nesta quarta-feira (23) com mercados ainda tentando dimensionar os desdobramentos dos problemas fiscais em Portugal e dos conflitos na Líbia e região, além da catástrofe no Japão.

Índice Pontos Valor justo Deve abrir em
S&P 500 1.287,30 1.288,90
-0,08%
Nasdaq 2.251,50 2.556,96 -0,25%

Nos Estados Unidos, Ben Bernanke, presidente do Fed, discursará nessa sessão para a Comunidade Independente de Banqueiros na América, em San Diego, quando deverá abordar o sistema financeiro em tempo de recuperação e mudanças. O Danske Bank acredita ser provável que Bernanke enfrente também questões sobre a economia e a política monetária.

Portugal e Líbia
A votação do projeto de ajuste fiscal em Portugal, marcada para esta sessão, recoloca os PIIGS (Portugal, Irlanda, Itália, Grécia e Espanha) na pauta. A dificuldade do governo em aprovar o plano e posteriormente e aplicá-lo pode conduzir o país a um resgate financeiro já na próxima reunião de líderes da Zona do Euro, agendada para esta semana. 

Na Líbia, a falta de perspectiva de saída para os conflitos se mantém. Além da zona de exclusão aérea recém implantada, a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) agora estuda ações mais incisivas para conter as tropas de Muammar Ghaddhafi.

Petróleo mantém escalada
Com isso, apesar da queda da última sessão, a cotação do petróleo reafirma o momento de alta volatilidade com o barril negociado em Nova York registrando alta de 1,63% nesta manhã, atingindo o patamar de US$ 104,00.

Seguindo a tendência, mas com timidez, o barril de petróleo Brent, negociado em Londres, opera em alta de 0,64% até o momento, cotado a US$ 115,70.