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SÃO PAULO – As cotações do barril de entrega futura do petróleo fecharam com leve queda nesta segunda-feira (12) tanto em Londres quanto em Nova York, em resposta à avaliação dos sinais sobre a demanda pelo produto.
Os mercados receberam mal a declaração do ministro de enegia da Qatar, Abdullah Bin Hamad al-Attiyah, que afirmou que os estoques de óleo bruto estão em suas máximas históricas e que não existe uma escassez de oferta. Na última semana, um relatório do Departamento de Energia dos EUA, o maior consumidor do produto no planeta, revelou que os estoques do produto no país avançaram 2 milhões de barris na passagem semanal, atingindo o patamar de 356,2 milhões de barris.
China segura queda das cotações
Elevando o otimismo para a demanda da commodity, dados revelados pelo governo chinês apontam que o ritmo de importações de petróleo no país cresceu 13,8% em março frente ao mês anterior, atingindo a marca de 4,95 milhões de barris diários. Na comparação anual, o número representa um salto de 29%. Vale lembrar que a China é o segundo maior consumidor global de óleo bruto, atrás somente dos EUA.
Europa
Também aparece suportando os preços as declarações dos ministros da Zona do Euro, que acertaram um pacote de resgate à Grécia no valor de € 30 bilhões, a ser concedido pelos 16 países do bloco monetário, com aporte financeiro do BCE (Banco Central Europeu). A despeito da prontidão revelada pelos países do bloco econômico, os ministros ressaltaram que o resgate não será provido agora, e sim em caso de insolvência pelo país helênico. O pacote contribui para reduzir especulações no mercado sobre um desfalque grego.
Repercutindo as notícias do velho continente, o euro se valorizou frente ao dólar durante o dia. Uma queda do dólar frente a divisa europeia geralmente se traduz em pressão de alta sobre os preços da commodity, tanto pela compensação cambial, uma vez que o produto é cotado na moeda norte-americana, quando pela própria movimentação dos investidores, que tendem a aumentar suas posições em commodities (tidas como investimentos de maior risco).