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SÃO PAULO – Os estoques norte-americanos de óleo para calefação diminuíram 1,8 milhão de barris frente à última semana, devido principalmente à queda nas temperaturas no país. No mesmo sentido, as reservas de derivados de petróleo recuaram 3,8 milhões de barris no período.
Os estoques de petróleo tiveram uma alta de 1,4 milhão de barris na passagem semanal, enquanto as reservas de gasolina diminuíram em 1,9 milhão de barris. A taxa de utilização da capacidade das refinarias sofreu um leve recuo neste período, passando de 86,6% para 86,0%.
Os dados foram divulgados pelo DOE (Departamento de Energia dos EUA) nesta quarta-feira (28), em seu relatório sobre a variação semanal dos estoques norte-americanos de petróleo e derivados. O documento toma como base a semana terminada no dia 23 de fevereiro.
Variação entre as duas últimas semanas
| Em milhões de barris | Semana atual | Semana anterior | Diferença |
| Óleo bruto | 329.0 | 327.6 | +0.4% |
| Gasolina | 220.2 | 222.1 | -0.9% |
| Derivados | 124.5 | 128.3 | -3.0% |
| Óleo para calefação | 44.9 | 46.7 | -3.9% |
Comparação anual
| Em milhões de barris | Semana 23/02/2007 | Semana 23/02/2006 | Diferença |
| Óleo bruto | 329.0 | 337.8 | -2.6% |
| Gasolina | 220.2 | 224.9 | -2.1% |
| Derivados | 124.5 | 135.8 | -8.3% |
| Óleo para calefação | 44.9 | 54.5 | -17.6% |
Cotação reage com desvalorização em NY e Londres
A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, atinge US$ 59,88
nesta quarta-feira, leve baixa de 0,38% em relação ao último fechamento.
Apesar do desempenho negativo
dessa sessão, o petróleo acumula forte alta de 4,67% neste mês de fevereiro.
Por sua vez, a variação no ano fica negativa em 0,43%, já que a
commodity encerrou o ano passado cotada a US$
60,14 por barril em Londres.
O contrato com vencimento em abril de 2007, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, opera a US$ 60,79 por barril, configurando uma baixa de 1,09% frente ao fechamento anterior.
Entenda o relatório de estoques
Elaborado pelo DOE, o relatório de estoques é divulgado usualmente a cada quarta-feira.
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Como os Estados Unidos são os maiores consumidores e importadores mundiais de óleo bruto, suas relações de oferta e demanda exigem acompanhamento de perto pelo mercado.
Vale ressaltar que – outras variáveis à parte – um aumento dos estoques norte-americanos alivia a pressão sobre os preços internacionais do petróleo. Já em caso de queda das reservas, a tendência é de alta nas cotações.