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SÃO PAULO – Numa sessão marcada por um fraco volume de negócios, a moeda norte-americana sofreu alguns ajustes de mercado nesta quinta-feira e fechou em alta. Os investidores estiveram mais cautelosos nesta sessão, avaliando a Ata do Copom e o cenário político, apesar de o fluxo de recursos seguir favorável.
Governo avança, mas mercado está apreensivo
Na última quarta-feira, o governo conquistou mais avanços nas tramitações das reformas, com a aprovação da Reforma da Previdência na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado e da Tributária em segundo turno na Câmara dos Deputados, que agora segue para o Senado.
Apesar dessas boas notícias, os investidores estão apreensivos quanto aos rumos que serão tomados com as discussões da Reforma Tributária no Senado, onde o governo enfrentará maiores dificuldades. As expectativas são, neste sentido, de que possam acontecer algumas alterações em relação ao texto aprovado na Câmara.
Assim, importantes aspectos para o governo, como a questão da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) e da DRU (Desvinculação das Receitas da União) poderão ser modificadas, de forma que esta reforma tende a gerar mais polêmica dentre os senadores do que a Reforma da Previdência.
Copom confirma gradualismo monetário
Por sua vez, a Ata do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central, que justificou o último corte de 200 pontos base da taxa básica de juro da economia, a Selic, que se encontra atualmente no patamar de 20,0% ao ano, trouxe maior cautela ao mercado.
Apesar de seguir otimista com o controle inflacionário e ciente da necessidade de retomar o crescimento da economia, o comitê se mostrou bastante cauteloso em relação aos próximos cortes previstos para a Selic, diante das maiores incertezas que cercam os mecanismos de transmissão da política monetária, ou seja, de como a queda da Selic pode impactar na inflação.
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Dessa forma, o colegiado do Banco Central afirmou que se valerá ainda mais do gradualismo no afrouxamento da política monetária, sinalizando para cortes mais tímidos nas próximas reuniões do Copom, levando os investidores a reduzirem o nível de otimismo.
Fluxo de dólares segue positivo
Contudo, há expectativas de que o fluxo de recursos siga favorável com a manutenção do saldo do comércio externo positivo e com as liquidações das operações de captação externa pelas empresas, o que evitou maior alta do dólar ao manter a liquidez do mercado cambial. Neste contexto, vale lembrar que a baixa rolagem da dívida cambial pelo BC na quarta-feira pouco afetou o mercado de dólar.
Dólar diminui queda acumulada no mês
O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,9350 na compra e R$ 2,9390
na venda, alta de 0,55% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
3,0090, representando um ágio de 2,52%
em relação ao dólar comercial.
Apesar desta alta, o
dólar acumula desvalorização de 1,34% em setembro, frente
à leve alta de 0,30% registrada no mês passado.
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No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 17,19%.
Dólar futuro na BM&F
também fechou em alta
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em outubro
encerrou o dia cotado a R$ 2.945,
alta de 0,58% em relação ao fechamento
de R$ 2.928
da última quarta-feira.
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O contrato com vencimento em novembro, por sua vez, fechou em alta de 0,52%,
atingindo R$ 2.993 frente
a R$ 2.978 do fechamento de quarta-feira.
Curva de FRA de cupom cambial
O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 0,01% para novembro de 2003, frente aos 0,10% do fechamento de quarta-feira.
Já o contrato de maior liquidez, referente a julho de 2004, encerrou a 2,30% em comparação aos 2,31% apurados na sessão anterior.