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O mercado financeiro da Argentina pegou carona no “Flávio Day” e vários ativos domésticos e estrangeiros apresentam alta nesta segunda-feira (5). É um forte contraste ante o comportamento da semana passada, quando ações e títulos se desvalorizaram devido a fatores internacionais e às dúvidas dos investidores sobre a recuperação econômica.
Além do resultado do 1º turno da eleição brasileira, os veículos noticiosos argentinos também citam como fator para a recuperação a renovação do apoio ao país feita pelo secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent. Ele garantiu que, se necessário, retornaria para ajudar financeiramente a Argentina, como aconteceu em 2025.

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Nesta manhã, o preço do dólar no Banco Nación começou em $1.490 pesos para compra e $1.540 para venda. Enquanto isso, o dólar atacadista caía para $1.507 e $1.516, em ambos os lados.
Na abertura das operações no mercado de ações, o painel do índice Merval avançou 2,5%, impulsionado pelas ações do Banco Macro (4,4%), Central Puerto (4,3%) e BBVA (4%), entre outros – há pouco, o índice operava em estabilidade.
A mesma tendência foi observada nos ADRs que operam em Nova York, impulsionados por Mercado Libre (6,8%), BBVA (5,5%), Banco Macro (5,1%) e Telecom (4,8%), entre outros.
Os títulos de dívida pública também mostravam uma tendência sustentada de alta, liderada pelo AL35, que subiu 1,6%.
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O risco-país estava em 633 pontos-base, com uma queda de 33 pontos em relação ao último fechamento.
Ao site do jornal Ámbito Financiero, Federico Vaccarezza, especialista em economia internacional e em relações Brasil-Argentina, destacou que “o que decidem em Brasília e São Paulo tem implicações diretas para Buenos Aires” e que, em um contexto de maior fragilidade local, “a última coisa que a economia argentina precisa é de uma desaceleração na economia brasileira.”
A valorização do real, por exemplo, favorece a economia argentina porque torna as exportações nacionais para o país mais competitivas. Cerca de 30% dos envios estrangeiros da Argentina são destinados ao seu principal parceiro comercial.
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