Sondagem com investidores

Mercado aposta em corte de 0,5 ponto pelo Copom hoje e vê Selic abaixo de 3% no fim de 2020

Levantamento feito pela XP com 105 investidores institucionais indica aposta por postura mais agressiva do Banco Central diante do avanço do coronavírus

SÃO PAULO – Diante das expectativas de impactos severos do novo coronavírus sobre a economia global e em meio a medidas de estímulo tomadas por diferentes governos, ganham força no mercado brasileiro as apostas de um corte mais agressivo nos juros pelo Banco Central nesta quarta-feira (18) e de a Selic encerrar o ano em 3% ou menos.

É o que mostra sondagem feita pela XP Investimentos com 105 investidores institucionais, entre economistas, gestores e traders, em sua maioria de assets e bancos privados. O questionário foi aplicado eletronicamente entre os dias 16 e 17 de março e os resultados foram divulgados de forma agregada, preservando a identidade dos participantes.

Segundo o levantamento, 48% dos entrevistados acreditam que o Comitê de Política Monetária (Copom) aplique uma redução de 0,5 ponto-percentual na Selic, para 3,75%.

Na sequência, aparecem aqueles que projetam um corte de 0,75 ponto-percentual ou 1 ponto-percentual, cada um com 21% das respostas. Apenas 5% dos entrevistados não esperam nenhum movimento por parte do Banco Central ao final da reunião desta noite.

A sondagem da XP também mostra que a maioria dos investidores institucionais ouvidos acredita em mais um corte na taxa básica de juros em 6 de maio, quando ocorre a próxima reunião do Copom. De acordo com o levantamento, 20% acreditam na possibilidade de um encontro extraordinário ser marcado para antes desta data.

Neste caso, 42% dos entrevistados apostam em um novo corte de 0,5 ponto-percentual, ao passo que outros 33% acreditam em um movimento de 0,25 ponto-percentual. Já o grupo dos que acreditam em manutenção da taxa sobe para 20% — e passa a ser maioria nas expectativas para os encontros de junho (70%) e agosto (89%).

Quando questionados sobre o patamar da Selic ao final de 2020, a maioria dos especialistas de mercado consultados (41%) acredita em uma taxa de 3% ou menos, o que indica uma queda acumulada de mais de 1 ponto-percentual na Selic em relação aos atuais patamares.

Na sequência veem os que acreditam em uma taxa de 3,25% e 3,50% — com 18% das respostas para cada. Apenas 8% dos entrevistados acreditam em juros a 4% ou mais.

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📉 Diante das expectativas de impactos severos do novo #coronavírus sobre a economia global, ganham força no mercado as apostas por cortes mais agressivos na taxa básica de juros brasileira em 2020. É o que mostra pesquisa feita pela XP com 105 investidores institucionais, entre economistas, gestores e traders, em sua maioria de instituições privadas.⠀ ⠀⠀ 📉 Para esta quarta (18), 48% esperam um corte de 0,5 pontos percentual na #Selic, que iria para 3,75% ao ano. 21% esperam corte de 0,75 pontos percentual e outros 21% projetam que ele seja de 1 ponto percentual.⠀ ⠀ ⠀ 📉 Quando questionados sobre o patamar da Selic ao final de 2020, a maioria dos consultados (41%) acredita em uma taxa de 3% ou menos, o que representaria uma queda acumulada de mais de 1 ponto percentual na Selic em relação aos atuais patamares.⠀ ⠀ 📉 No último Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central nesta segunda (13), a projeção era de que a Selic terminasse 2020 em 3,75% ao ano. . Observação: versão anterior deste gráfico estava com legenda errada para as apostas na Selic em 3,5% ao ano. Ele foi apagado e substituído neste novo post.

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Mesmo com as expectativas de postura mais agressiva de política monetária do Banco Central, os investidores ouvidos pelo levantamento veem espaço para queda significativa do dólar em relação aos atuais níveis.

A sondagem da XP mostra que a média das projeções para a moeda americana é de R$ 4,73, ao passo que a mediana ficou em R$ 4,70. O que corresponde a uma queda de cerca de 6% em relação ao fechamento de ontem (17).

Já para o Ibovespa, a maioria das projeções apontam para o benchmark entre 94.000 e 105.000 pontos até o fim do ano. A média das estimativas ficou em 96.000 pontos, ao passo que a mediana, em 99.000 pontos, indicando uma recuperação de cerca de 30%.

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