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Mercado aceitaria bem a mudança na meta fiscal, mas com 3 condições, diz consultoria

"Em primeiro lugar, a meta tem que ser reduzida para um patamar que não seja baixo o suficiente para dar margem a interpretações sobre as preferências do governo em relação ao ajuste fiscal”, diz a MCM em relatório

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(SÃO PAULO) – O mercado aceitaria bem a mudança na meta fiscal. Mas,“em primeiro lugar, a meta tem que ser reduzida para um patamar que não seja baixo o suficiente para dar margem a interpretações sobre as preferências do governo em relação ao ajuste fiscal”, diz MCM, em relatório.

Meta precisa continuar sendo “minimamente difícil” de ser alcançada, para sinalizar que o governo vai continuar se esforçando no limite do possível

Nova meta poderia ficar em torno de 0,7% do PIB neste ano e 1,5% em 2016 

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Em segundo lugar, “redução tem que ser anunciada como temporária e suas razões – como crescimento baixo, esqueletos, etc – precisam ser detalhadas para a sociedade”

Terceiro, “redução da meta hoje precisa ser compensada pela perspectiva de uma meta mais elevada no futuro, depois de superado o período de dificuldades

‘‘Por exemplo, as metas para 2017 e 2018 poderiam ser elevadas para 2,5% do PIB; este seria um passo crucial, dado que o que importa para a sustentabilidade da dívida e, consequentemente, para o prêmio de risco, é a restrição orçamentária intertemporal”

“Aumentar a meta de superávit primário para 2017 e 2018, além de tudo, ajudaria na tarefa de sinalizar que a redução das metas para 2015 e 2016 não equivaleria a uma mudança de preferência” 

“Cremos que um anúncio de mudança da meta fiscal para 2015 e 2016, se conduzida desta forma, não traria impactos negativos sobre a credibilidade do governo”

 Por Marisa Castellani

Esta matéria foi publicada em tempo real para assinantes do serviço BloombergaProfessional.

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