Mensalidades escolares podem sofrer reajuste de até 24% em 2002

SÃO PAULO – O ano vai terminando e com ele volta uma das principais preocupações dos pais, o reajuste das mensalidades das escolas particulares para 2002. E motivos não faltam. Se você tem filhos prepare seu bolso, pois os reajustes de mensalidades chegam a 24%. O Procon de São Paulo recomenda que os pais fiquem […]

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SÃO PAULO – O ano vai terminando e com ele volta uma das principais preocupações dos pais, o reajuste das mensalidades das escolas particulares para 2002. E motivos não faltam. Se você tem filhos prepare seu bolso, pois os reajustes de mensalidades chegam a 24%. O Procon de São Paulo recomenda que os pais fiquem atentos aos aumentos abusivos nos preços, comparando as mensalidades cobradas pelas escolas, checando suas planilhas de custos e pedindo explicações para as instituições.

Entre uma e outra

O Colégio Rio Branco apresentou um aumento de 12% no preço de suas mensalidades para o ano que vem. O preço do ensino fundamental I (de 1a. a 4a. série) passou de R$ 526,00 para R$ 590,00, enquanto o ensino fundamental II (5a. a 8a. série) subiu de R$ 586,00 para R$ 657,00. Já os pais que tiverem filhos no ensino médio (colegiais) terão que desembolsar mensalmente R$ 786,00. A tesouraria do colégio argumenta que essa elevação é decorrente de uma previsão no aumento dos custos para 2002.

O médico Adriano Peloso, pai de Carolina, planejava transferir a filha para o Rio Branco no próximo ano. Ela ainda está cursando a 8a. e os dois decidiram juntos que mudar de escola no colegial seria uma boa idéia, já que ela tem que se preparar para o vestibular. “Esse colégio costumava ter um bom custo-benefício, mas agora estou achando o preço salgado. Ainda tenho que pensar bem. Vou dar uma olhada em outras escolas para comparar”. Peloso tem ainda mais duas filhas no ensino fundamental, e gasta todo mês o equivalente a R$ 1.800,00 em mensalidades.

Entre as opções estão o Colégio Bandeirantes (R$ 918,00), o São Luis (R$ 845,00) e o Dante Allighieri (R$ 770,00). “Sempre achei que educação fosse um bom investimento, mas o problema é que estou me sentindo um pouco explorado pelas escolas. Elas aumentam todo ano e a qualidade no ensino não acompanha”. É verdade que a maioria das instituições está promovendo reajustes bem acima da inflação, de forma que o consumidor deve observar bem o que ele está pagando. Um aumento maior só pode ser justificado com uma melhoria na qualidade de ensino e na infra-estrutura do colégio.

Direitos do consumidor

Não se esqueça que seus filhos não podem ser prejudicados caso ele atrase no pagamento das mensalidades. Os filhos de inadimplentes são protegidos pelo Código de Defesa do Consumidor, que proíbe as escolas de impedi-los de assistir às aulas, fazer provas, reter documentos ou mesmo os expor a situações ridículas e constrangedoras.

Mesmo se você não pretende mudar seus filhos de escola analise com cuidado as contas apresentadas pela instituição, que devem ser afixadas nas tesourarias. De acordo com o Idec (Instituto de Defesa do Consumidor), o consumidor deve observar o contrato assinado com a empresa, pois nele deverá constar algum índice de reajuste, previsto na lei 9.870 de 1999. Não se esqueça que as escolas só podem reajustar o preço uma vez por ano. Neste sentido, leia com bastante atenção o seu contrato para não ser vítima de abusos das instituições de ensino.

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