Mensalidades escolares e alimentos são motivadores da inflação em SP até abril

No acumulado do ano, taxa está em 1,83% – o que, segundo a coordenadora do ICV, é algo não-preocupante

Por  Equipe InfoMoney -

SÃO PAULO – Os principais motivadores da perda do poder de compra dos paulistanos nos quatro primeiros meses do ano são mensalidade escolar, verduras, frutas e legumes. Nesta quarta-feira (09), o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) divulgou o Índice de Custo de Vida (ICV), que, entre janeiro e abril deste ano, está acumulado em 1,83%.

“A aceleração de preços está um pouco mais acentuada do que no mesmo período no ano passado, mas nada que preocupe”, explicou a coordenadora do índice, Cornélia Nogueira Porto. Segundo a economista, as oscilações são normais, e ocorrem devido à sazonalidade (variações rotineiras ocasionadas pela época do ano).

Fora ou dentro de casa?

Os dados do departamento mostram que os preços da comida vendida fora de casa aumentaram em ritmo menos acentuado do que os alimentos in-natura (frutas, verduras, legumes), semi-elaborados (arroz, feijão) e industrializados (farinha, leite em pó). O grupo Alimentação, como um todo, acumula alta de 3,02%.

O subgrupo in-natura e semi-elaborado apresenta alta de 4,35%, enquanto o de industrializados tem aumento de 1,75%. Por outro lado, o item alimentação fora do domicílio teve encarecimento de 2,71%.

“Mas isso não significa que comer fora de casa seja mais barato que a alimentação caseira. Estamos falando de variação de preços”, esclareceu. Em outras palavras, uma coisa é falar quanto a comida custa ao consumidor, e outra, bem diferente, é falar quanto foi o encarecimento desse produto.

Educação e despesas

O item Educação e Leitura foi o que mais subiu no acumulado do ano. O Dieese apontou variação acumulada de 5%. “Os reajustes das mensalidades escolares, feitos no início do ano, surtem efeito no acumulado do ano”, explicou.

Despesas Diversas também teve variação importante: 4,1% entre janeiro e abril. Dentro desse universo, o destaque foi para o item comunicação, que conta com taxa de 19%. “Mas esse grupo não é preocupante porque tem um peso muito baixo dentro do ICV, trata apenas do preço de cartão telefônico e cartas”, esclareceu.

Grupos

Com deflação estão equipamentos domésticos (-0,03%) e vestuário (-1,36%). Veja, na tabela abaixo, a variação de todos os grupos do ICV, lembrando que contam com taxas acumuladas entre janeiro e abril.

ICV – de janeiro a abril
GruposVariação
Vestuário-1,36%
Equipamento doméstico-0,04%
Habitação0,02%
Recreação0,56%
Despesas pessoais1,23%
Saúde1,77%
Transporte2,35%
Alimentação3,02%
Educação e leitura5,03%
Despesas diversas4,10%

Fonte: Dieese

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“Cada vez mais o intervalo de variação está se estreitando. Ou seja: são poucos os preços que sobem muito e também são poucos os que sobem muito”, concluiu Cornélia, afirmando que não existem previsões para grandes alterações de valores no futuro.

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