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SÃO PAULO – Conforme dados divulgados pelo Ministério do Trabalho, o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) de março mostrou geração líquida de vagas formais muito abaixo da quantidade registrada no mesmo mês em 2010, com 92,7 mil postos formais criados em março deste ano, ante 266,4 mil no ano anterior, sem ajuste sazonal.
A LCA ainda destaca que a geração líquida de postos formais para o mês de março foi a menor desde 2002. Já com ajustes sazonais o número passa de 220,4 mil em fevereiro para 30,5 mil em março, recuo de 86%.
Uma das explicações para isso, segundo a consultoria, é o menor número de dias úteis do mês, devido ao carnaval. Mas mesmo somando os meses de fevereiro e março, a geração de postos de 2011 é inferior àquela registrada no mesmo período de 2010 – 373,5 mil, contra 475,8 mil postos formais gerados no ano passado.
Taxa de desemprego ainda em queda
Apesar desse recuo no número de vagas, a Rosenberg destaca que “a participação dos empregados com carteira assinada no total dos ocupados continua bastante elevada, evidenciando a melhora da qualidade do emprego”. Outro sinal positivo é o rendimento médio real habitual dos ocupados, que subiu 0,5% na comparação mensal, atingindo o valor mais elevado para o mês de março desde 2002, registrando um aumento de 3,8% em comparação ao mesmo mês no ano anterior.
Além disso, a consultoria chama atenção para a taxa de desemprego, que ficou em 6,5% no mês – melhor do que o esperado pelo mercado, que estimava entre 6,6% e 7% da população desempregada. “O mercado de trabalho segue bastante aquecido, com a menor taxa de desemprego da série dessazonalizada (5,9%) e rendimento médio real em expansão, mesmo considerando-se o elevado patamar da inflação”, completa a Rosenberg.