Menor aversão ao risco leva preços do petróleo a avançarem

Atividade econômica japonesa mostra recuo menor do que o esperado; queda no dólar colabora para alta da commodity

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SÃO PAULO – Os principais contratos futuros de petróleo registraram alta nessa segunda-feira (15), com a diminuição do risco nos mercados, que viram na situação japonesa e europeia um bom motivo para otimismo, assim como a queda do dólar frente às principais divisas mundiais elevaram os ânimos dos investidores.

A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, fechou a US$ 109,90 nesse pregão, alta de 1,73% em relação ao último fechamento. Já nos EUA, o contrato com vencimento em setembro, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, fechou cotado a US$ 87,88 por barril, configurando um avanço de 2,93% frente ao fechamento anterior.

Atividade econômica
Nesta manhã, o indicador da atividade industrial na região de Nova York em agosto chegou a 7,70 pontos negativos, segundo dados divulgados pelo Federal Reserve Bank de Nova York – desapontando o mercado que previa 0,4 pontos negativos.

Além disso, o mercado avaliou a divulgação do PIB (Produto Interno Bruto) japonês, que apresentou queda de 1,3% no último trimestre. Esse resultado foi favorável, visto que analistas previam uma queda de 2,5% na produção nipônica, influenciada pelo terremoto de 11 de março.

Europa
Do velho continente, o mercado viu com bons olhos a notícia de que BCE (Banco Central Europeu) comprou € 22 bilhões em títulos da dívida de países da Zona do Euro na última semana, colaborando para a diminuição dos temores frente à crise da dívida soberana europeia entre os investidores.

Esse cenário fez o dólar registrar quedas frente à várias das principais moedas mundiais – como o euro, a libra esterlina e os dólares canadenses e australianos. Contudo, o dólar se valorizou frente à moedas como ienes e francos suíços – apontadas como ainda mais seguras que a divisa norte-americana.

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Uma desvalorização da moeda norte-americana geralmente se traduz em pressão de alta sobre os preços do petróleo, tanto pela compensação cambial, uma vez que os preços das matérias-primas são expressos na divisa, quanto pela movimentação dos investidores, que tendem a elevar sua exposição neste mercado.