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SÃO PAULO – Após as declarações um tanto cautelosas do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, na véspera, dois membros votantes do Fed também se pronunciaram nesta terça-feira (17).
Discursando em Hong Kong, a representante do banco central dos EUA no estado de São Francisco, Janet Yellen, mostrou-se dividida sobre a consideração feita por Bernanke na sessão anterior, quando disse que pretende manter a taxa básica do país em patamares baixos por um longo tempo.
Yellen diz que utilizar a taxa básica de juro norte-americana está longe de ser um objetivo claro para conter a onda de endividamento no país. Para ela, os juros maiores que o sugerido em condições macroeconômicas normais podem desestimular financiamentos e o rali nos mercados. Por outro lado, comprometeriam a realização de outras metas do governo.
Bernanke defende que a ideia de bolha no mercado norte-americano é descabida, enquanto Yellen ressaltou que os ativos da principal economia do mundo não se encontram supervalorizados. Contudo, a representante de São Francisco defende a realização de mais pesquisas que associem a política monetária com o setor financeiro e os riscos sistemáticos para sanar essas dúvidas.
Retirada
Outro membro da autoridade monetária norte-americana a se manifestar, o presidente do Fed de Richmond, Jeffrey Lacker, afirmou que o ritmo lento de recuperação da economia do país não pode impedir o Banco Central de iniciar sua estratégia de retirada dos aportes concedidos, tendo em vista os impactos inflacionários que a manutenção desses apoios pode ocasionar.
Preocupado com o controle dos preços, Lacker diz que o risco de consumidores e empresas perderem a confiança na estabilização da inflação é maior nos primeiros anos de recuperação da economia, “devido à massiva expansão sem precedentes nas reservas bancárias que tem ocorrido”.