Membros do BoE discordam sobre tamanho do programa de compra de ativos

David Miles e Adam Posen votaram por uma ampliação nas compras em 75 bilhões de libras, em vez dos 50 bilhões anunciados

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SÃO PAULO – O Comitê de Política Monetária do BoE (Bank of England) divulgou nesta quarta-feira (22), a ata da última reunião de política monetária, na qual foi decidido, por unanimidade, manter a taxa de juros em 0,5% ao ano. Apesar de manter o programa de recompra de ativos em £ 50 bilhões, para £ 325 bilhões, dois membros discordaram da decisão e queriam que a alta fosse de £ 75 bilhões.

Segundo o comunicado, as compras de ativos são essenciais para as estratégias de flexibilização do banco, e uma ligeira melhora na situação econômica internacional foram citadas como razões para uma alta menor.

O comitê segue monitorando o impacto de suas compras de ativos e não vê razão para pensar que seu impacto sobre a demanda nominal seria diferente do anunciado em outubro. Segundo a minuta, as ações seriam mantidas sob revisão para apoiar a recuperação do país e cumprir a meta de inflação.

Riscos à economia e inflação baixa
Contudo, David Miles e Adam Posen, que preferiam um aumento em £ 75 bilhões no programa de compra de ativos, acreditam que há uma considerável margem de capacidade ociosa na economia, além de que um processo de desalavancagem provavelmente será necessário.

Soma-se a isso o fato de que há um risco de demanda deprimida por um período prolongado, o que causaria uma queda na inflação para um valor substancialmente abaixo da meta de médio prazo, afirmam Miles e Posen. Desta forma, tais riscos à economia poderiam ser atenuados por uma política monetária mais agressiva, concluem.

“No caso de a inflação estar acima do alvo no aumento médio prazo, o comitê poderá posteriormente retirar algum estímulo da política monetária”, argumentam.

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Inflação
Já o comitê acredita que a política monetária deve cumprir a meta inflacionária a médio prazo. A estimativa para janeiro previa que a inflação teria caído para 3,6% em janeiro, de 4,2% em dezembro. De acordo com o documento, provavelmente a inflação deve continuar a cair nos próximos meses.