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SÃO PAULO – O indícios de melhora na economia dos EUA parecem sobrepujar o tom de instabilidade presente nos mercados na tarde desta terça-feira (28). Os índices acionários em Wall Street tentam se firmar no campo positivo, mas são limitados pelas tensões envolvendo o setor bancário e a gripe suína. Por aqui, o Ibovespa acompanha a melhora externa e sobe pela tarde mesmo em meio à baixa das commodities. Novamente, o bom desempenho do setor de papel e celulose dá fôlego ao índice.
Em um pregão de ocorrências de peso na esfera econômica, com direito a reunião do Federal Reserve lá fora e encontro do Copom (Comitê de Política Monetária) por aqui, os investidores receberam com otimismo o Consumer Confidence. O indicador ficou bem acima do esperado pelos analistas ao atingir 39,2 pontos em abril, enquanto o mercado indicava 29,7 pontos. De quebra, os preços dos imóveis do país mensurado pelo Home Price Index amenizou o seu ritmo de contração fevereiro.
Em contrapartida, além do nervosismo generalizado em torno da gripe suína, repercute negativamente o fato de que os bancos Citigroup e Bank of America necessitam levantar mais capital segundo os resultados do teste de estresse, conforme reportado pelo Wall Street Journal. Tal necessidade, porém, não se limita às duas instituições, ao passo que o Federal Reserve deverá noticiar o mesmo fato para concorrentes, ainda segundo o periódico. Os papéis de ambos caem forte nesta tarde.
O setor automotivo também aparece entre os destaques dos noticiários. Os bancos credores da Chrysler chegaram a um acordo com o governo dos EUA para a troca de US$ 6,9 bilhões em dívida securitizada por US $ 2 bilhões em caixa, de acordo com agências internacionais. Já a GM, poderá ver mais da metade de seu capital social nas mãos do Estado, dado que a proposta enviada pela montadora à Casa Branca oferta fatia superior a 50% das ações em circulação como troca aos US$ 10 bilhões emprestados pelo governo.
Virada externa contagia
Na esteira da melhora verificada nas bolsas norte-americanas, o Ibovespa encontra espaço para avançar nesta tarde, com ajuda do setor de papel e celulose. Por outro lado, influenciados pela queda no preço das commodities, o papéis da Vale barram ganhos mais robustos ao índice, assim como os de incorporadoras imobiliárias.
O setor de papel e celulose volta a encabeçar os ganhos do índice nesta sessão. As ações de VCP e Aracruz são beneficiadas pelos sinais de melhora na demanda da China pelo insumo, assim com os indícios de retomada nos preços da celulose na Europa e EUA.
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Na véspera, o temor generalizado com os impactos da gripe suína pressionou as ações dos frigoríficos brasileiros, que recuperam parte das perdas neste pregão. As da JBS Friboi, por exemplo, sobem forte após liderarem as perdas do principal índice acionário do País na véspera.
Com relação à Vale, o presidente da subsidiária chinesa, Michael Zhu, afirmou que “haverá um corte de 25% na capacidade produtiva de minério de ferro para este ano”. Tais referências deixam os investidores da mineradora preocupados e provocam queda aos seus papéis, que também são influenciados pela desvalorização dos metais.
Ibovespa sobe
O Ibovespa opera com alta próxima de 0,3%, aos 45.990 pontos. O volume financeiro do índice supera R$ 3 bilhões.
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Outro setor que é afetado pelo noticiário envolvendo a gripe suína é o de transporte aéreo, no qual as ações da TAM recuam forte e lideram as perdas do índice em meio à perspectiva de redução das viagens internacionais.
Ganhos e perdas
Entre os destaques de queda estavam os papéis
TAM PN N2 (TAMM4, -6,97%),
Sadia PN (SDIA4, -6,14%),
Cyrela Realty ON (CYRE3, -5,70%),
Redecard ON (RDCD3, -4,28%) e BMF Bovespa ON (BVMF3, -3,90%).
Por outro lado, as ações
Copel PNB (CPLE6, +5,72%),
B2W Varejo ON (BTOW3, +4,70%),
CCR Rodovias ON (CCRO3, +4,53%),
Natura ON (NATU3, +4,52%) e Cosan ON (CSAN3, +4,25%).
encerraram a manhã em alta.
Os maiores volumes ficaram com
Petrobras PN (PETR4, R$ 395,95 milhões), Vale Rio Doce PNA (VALE5, R$ 293,75 milhões), BMF Bovespa ON (BVMF3, R$ 146,24 milhões), Itau Unibanco PN (ITAU4, R$ 120,07 milhões) e Usiminas PNA (USIM5, R$ 93,87 milhões).
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Dólar cai
Após iniciar a sessão de forma instável, o dólar comercial opera com queda de 1,2% na tarde desta terça-feira (28), sendo negociada a R$ 2,19. Nesta sessão, o Banco Central brasileiro anunciou novas intervenções no mercado cambial.
Conforme anunciado na sessão anterior, a autoridade monetária realizou oferta de swaps, tendo por objetivo a rolagem do vencimento em 4 de maio. No total, 40.000 contratos foram colocados no mercado, com giro de US$ 1,994 bilhão. O BC confirmou ainda que realizará na próxima sessão leilões de compra e venda conjugada de moeda estrangeira.