Meirelles diz que alta do compulsório impacta política monetária

Em discurso em Nova York, presidente do BC minimiza riscos de inflação e diz esperar fortes fluxos de investimento para o País

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SÃO PAULO – O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, afirmou em discurso nesta sexta-feira (5) que o País deve receber US$ 45 bilhões em investimento estrangeiro direto em 2010. “São esperados fortes fluxos de investimento” para o País, embora “muita exuberância nem sempre seja bom”, afirmou.

Com isso, Meirelles projeta que o déficit em conta corrente atinja US$ 50 bilhões no ano. O diretor do BC afirmou ainda que a autoridade monetária traçou tendência em direção a taxas de juro real mais baixas.

Além disso, de acordo com Meirelles, os ciclos econômicos estão se tornando mais “previsíveis”, o que tem ajudado na redução dos prêmios de risco da dívida soberana e a redução no risco inflacionário. “Somos agora altamente previsíveis sobre o curso da inflação”, disse Meirelles em discurso em Nova York. “Surpresas com a inflação são menos prováveis, e isso está refletido no baixo prêmio de risco do Brasil.”

Compulsório
Meirelles comentou também a decisão do BC em elevar a taxa do compulsório – e seus impactos na política monetária. “Não há dúvidas de que se reduzirmos a liquidez há impacto na política monetária”, afirmou o presidente do BC.

Câmbio
Já em relação ao câmbio, Meirelles explicou que o BC está estudando medidas – em grande parte, técnicas – para modernizar as operações em moeda estrangeira do País, tornando o mercado de câmbio mais eficiente.

“Estamos estudando medidas para expandir o mercado de câmbio, torná-lo mais aberto e ampliá-lo para além dos exportadores”, disse Meirelles, que também afirmou que espera que essa modernização tenha impacto sobre várias práticas de negociações, podendo impactar nos fluxos.