Publicidade
SÃO PAULO – As medidas de austeridade anunciadas pela França nessa quarta-feira (23) deverão reduzir o déficit fiscal do país significamente, mas não deverão ser o suficiente para atingir a meta do país para 2012, de 4,5%, afirmou o Commerzbank. O corte do déficit em € 1 bilhão para o ano de 2011 e de € 11 bilhões no ano seguinte é focado em redução de isenções fiscais, enquanto corte de gastos são a menor parte das medidas.
Ademais, o economista Jutta Kayser-Tilosen, do banco alemão, lembra que mesmo com a diminuição nas expectativas de crescimento do país, estas permanecem otimistas, já que o país deverá crescer apenas 1,5% no ano seguinte.
Austeridade
Essas medidas, porém, deverão trazer algum alívio fiscal para o país, mas ainda serão necessárias mais medidas para que o país alcance o déficit orçamentário desejado – de 3% em 2013. Kayer-Tilosen lembra que a França iniciou essas medidas em 2010, com a reforma da pensão, mostrando que o país era hábil em implantar as reformas estruturais necessárias para a manutenção de seu rating AAA – que rumores do mercado afirmaram estar ameaçado.
Outra medida necessária para que o país continue em boa situação é a redução da relação dívida/PIB (Produto Interno Bruto) no longo prazo, que cresceu de 60% para 80% nos últimos oitos anos. Para tal, é necessário introduzir reformas que fortalecam o crescimento do país, como a recente tentativa de aliviar a legislação trabalhista, o que fez com que o país mostrasse melhoria nos rankings de competitividade nos últimos cinco anos.