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A MBRF (MBRFE3) reportou um lucro líquido de R$ 69 milhões no final do segundo trimestre de 2026. Em comparação com o mesmo período no ano passado, a companhia perdeu 19,6% no resultado.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) teve um avanço de 5,4%, a R$ 3,2 bilhões. A margem Ebitda chegou a 7,9% no período.

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“Tivemos o segundo trimestre com cada mês sendo melhor que anterior, o que nos dá bastante otimismo para o resto do ano”, afirma o CEO da companhia, Miguel Gularte. De acordo com o executivo, a empresa costuma performar ainda melhor no segundo semestre, considerando os períodos comemorativos, como o Natal.
A receita líquida da companhia cresceu 4,9% de um ano para o outro, a R$ 40,7 bilhões no 2º tri. De acordo com a administração, esse resultado reflete o aumento do volume vendido e do preço médio, de 2,1% e 1,8%, respectivamente, na operação BRF.
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Ao mesmo tempo, representa o momento de consumo no mercado interno e da demanda resiliente no mercado externo. Conforme a MBRF, o volume de vendas atingindo 1,969 milhão de toneladas, recorde para um segundo trimestre.
“Isso demonstra nossa capacidade de chegar resultados mesmo com um ambiente macroeconômico desafiador, juros elevados e valorização cambial”, explica o diretor financeiro, José Ignacio Scoseria Rey.
Volume de vendas
O volume de vendas cresceu 2%, de 468 mil para 477 mil toneladas na América do Norte. De acordo com a companhia, o resultado contribuiu para mitigar os efeitos da menor disponibilidade de gado.
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O maior peso médio das carcaças e a demanda firme mantiveram os preços em patamares elevados e impulsionaram a receita líquida para US$ 3,748 bilhões, avanço de 14,9% em relação aos US$ 3,263 bilhões registrados no 2T25.
Já na América do Sul, a expansão da capacidade produtiva, os ganhos de produtividade e a forte demanda por proteína bovina nos mercados externos sustentaram o crescimento dos volumes e da receita.
Conforme a administração, no período, a receita líquida alcançou R$ 6,389 bilhões, alta de 26,4% em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto o EBITDA ajustado avançou 22,1%, para R$ 570 milhões.
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Operação BRF
De acordo com a administração, o aumento do volume vendido e do preço médio, de 2,1% e 1,8%, respectivamente, na operação BRF. Ao mesmo tempo, representa o momento de consumo no mercado interno e da demanda resiliente no mercado externo.
Segundo o diretor financeiro, um dos grandes destaques do trimestre foi o avanço das vendas no mercado interno, dos preços em dólar nas exportações, com crescimento relevante em mercados estratégicos.
“Os volumes vendidos no Brasil evoluíram sequencialmente de forma que no mês de junho atingiram o melhor patamar do ano 2026”, explica Ignacio.
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