Marfrig, CEO da Cemig e Odebrecht são alvos da nova fase da Operação Acrônimo

São realizadas buscas na sede da Marfrig, em Belo Horizonte, na casa do presidente da Cemig, Mauro Borges, e ainda no escritório da Odebrecht em São Paulo

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SÃO PAULO – A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (01) nova fase da Operação Acrônimo e cumpre mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Brasília e Rio Grande do Sul. A operação investiga irregularidades na campanha e suposto recebimento de propina pelo governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, do PT. Entre os alvos desta nova fase estão a Marfrig (MRFG3), Cemig (CMIG4) e Odebrecht. 

Nesta fase, são realizadas buscas na sede da Marfrig, em Belo Horizonte, na casa do presidente da Cemig, Mauro Borges, e ainda no escritório da Odebrecht em São Paulo. 

Assim como Pimentel, Mauro Borges é ex-ministro do Desenvolvimento. Ele assumiu a pasta em 2014, no último ano do primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff. 

De acordo com as investigações, a Odebrecht tinha contratos com empresas que repassavam dinheiro para a Oil Comunicação e Imagem, que, segundo a polícia, pertence à esposa de Fernando Pimentel. Teriam sido repassados pelo menos R$ 3,6 milhões. 

Nesta quinta-feira, o advogado Pierpaolo Bottini, que defende Pimentel, informou que até o momento não sabe as razões das buscas, as que tomará as medidas necessárias assim que souber o motivo da operação. 

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