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A perspectiva para os mercados brasileiros de caminhões e ônibus esta mais construtiva para 2026. Com a aprovação do novo marco legal do transporte público, o início do programa Move Brasil, Caminho da Escola e Caminho da Saúde, a expectativa é de, ao menos, volumes estáveis pelo restante do ano. E a Marcopolo (POMO4) deve estar entre as principais ganhadoras do setor.
De acordo com o Banco Safra, a aprovação do novo marco do transporte público pode abrir um vetor estrutural de crescimento para a companhia. Segundo os analistas, a regulação cria melhores condições de investimento das operadoras e reduz entraves que limitaram a renovação de frota nos últimos anos.

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A proposta estabelece diretrizes para financiamento, permitindo o uso de até 60% da Cide-Combustíveis para subsidiar o transporte coletivo. Após a aprovação, o texto segue em trâmite, agora para sanção presidencial.
Para a Marcopolo, a expectativa do banco é de um impulso relevante para as vendas de ônibus urbanos. Conforme os analistas, se o novo marco ajudar a destravar investimentos, a demanda por veículos urbanos tende a ganhar consistência ao longo dos próximos anos.
Com essa perspectiva em vista, o Itaú BBA reiterou sua preferência pela POMO4, sustentada pela resiliência de seus fundamentos e ao suporte de valuation. Ainda que a Randoncorp (RAPT4) também possa se beneficiar, o banco destaca que a concorrente deva enfrentar risco de revisão negativa das estimativas quando os estímulos perderem força.
Apesar da visão positiva para a Marcopolo, os analistas do banco assinalaram que veem poucos catalisadores de curto prazo que possam aumentar o entusiasmo dos hedge funds pela ação.
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Mais programas catalisadores
Além do marco regulatório, a primeira parcela de recursos de R$ 10 bilhões do programa Move Brasil foi alocada até o fim de março. Mais R$ 21 bilhões também foram aprovados, o que deve acelerar a partir de agosto.
Ainda assim, os atrasos entre desembolso, reconhecimento de vendas e licenciamento da primeira parcela, devem empurrar os efeitos visíveis para os dados da Fenabrave de maio–junho. Outra preocupação do banco é de que os recursos do Move Brasil podem se esgotar rapidamente, oferecendo risco ao setor.
A nova rodada do Caminho da Escola traz um pouco mais de otimismo. A expectativa do setor é de que o programa gere rentabilidade maior que o programa anterior.
Para o banco, a dinâmica de preços em ônibus continua construtiva, sem pressão competitiva relevante que justificasse compressão de margens. De acordo com os analistas, essa dinâmica reforça ainda mais a confiança do BBA na resiliência dos lucros da Marcopolo.