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SÃO PAULO – Os mercados mundiais dão continuidade ao rali iniciado na tarde de quarta-feira (18), quando o Federal Reserve anunciou que manterá seu programa de compra de títulos em US$ 85 bilhões, além de revisar para baixo suas projeções econômicas, o que, para alguns analistas, pode indicar que o Quantitative Easing 3 continuará como está por algum tempo. Os mercados reagiram instantaneamente ao anúncio, com o Ibovespa e os índices norte-americanos registrando forte alta. Na manhã desta quinta-feira (19), é a vez dos mercados europeus e asiáticos responderem à decisão, uma vez que já haviam encerrado sua sessão quando o Fomc (Federal Open Market Comittee) encerrou sua reunião.
Em comunicado divulgado ao término da reunião, o Fomc disse que a economia dos EUA ainda não está forte o suficiente para se remover o Quantitative Easing 3. “Alguns indicadores das condições do mercado de trabalho mostraram melhora nos últimos meses, mas a taxa de desemprego permanece elevada. Os gastos das famílias e o investimento das empresas avançou, enquanto o setor imobiliário tem apresentado forças. Porém, as taxas de hipotecas subiram mais e a política fiscal está restringindo o crescimento econômico”, afirma o documento.
Logo após a divulgação do comunicado, o presidente do Fed, Ben Bernanke, que em junho disse que o programa poderia começar a ser retirado ainda neste ano, mudou o discurso em coletiva de imprensa e disse que a redução pode não ocorrer em 2013 e que esta decisão não depende do calendário, mas sim de dados que mostrem uma melhora consistente na economia norte-americana, principalmente em relação ao desemprego e à inflação.
Europa e Ásia no positivo
Na Europa, a agenda econômica conta apenas com as vendas no varejo britânico, que recuaram 0,9%, ante expectativa de aumento de 0,4%. Mesmo com o indicador pior do que o esperado, todos índices da região apresentam alta maior que 1%.
Já na Ásia, dados japoneses também ajudaram os mercados a registrarem fortes altas. A atividade industrial do país cresceu 0,5% em julho, enquanto as projeções apontavam avanço de 0,3% após recuo de 0,7% no mês anterior. Além disso, as exportações japonesas cresceram 14,7% em agosto, segundo o ministro das Finanças do país.