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SÃO PAULO – Após afirmar o rating do Brasil em BBB-, com perspectiva estável, a agência de classificação de risco Standard & Poor’s realizou teleconferência na manhã desta terça-feira (24). E, de acordo com a diretora do departamento de crédito soberano da agência, Lisa Schineller, as correções do Brasil continuarão e ajustes levarão a melhora gradual.
O Brasil está em um ano extremamente desafiador, mas as mudanças de política serão chave para o País. A agência ressalta que o País irá crescer abaixo de seus pares e que será necessário um tempo para que haja mudanças em termo de correção de políticas, que estão a caminho e que irão promover um crescimento.
De acordo com Lisa, o ajuste que está sendo feito é amplo e levará a melhora da situação econômica, prevendo que o cenário atual é temporário. E, de acordo com a agência, a manutenção da nota de risco de crédito e de sua perspectiva assume que as correções das políticas econômicas serão realizadas, destacando ainda que 80% dos ajustes fiscais dependem do Executivo e não precisam ser negociadas com o Congresso.
Com relação a Petrobras, que teve sua perspectiva de rating cortada para negativa, mas mantido o seu rating em BBB-, a S&P destacou que a dinâmica da estatal é chave para o rating e que um risco de curto prazo está relacionado ao balanço que ainda está pendente referente ao terceiro trimestre, conforme destacou a analista Renata Lofti. Por outro lado, o apoio governamental é provável devido ao papel econômico da companhia.
No relatório de ontem, a S&P destacou que o rating do Brasil reflete a expectativa de que o “desafio político da correção em andamento das políticas vai continuar a reunir apoio da presidente, Dilma Rousseff, e no fim, do Congresso, restaurando de forma gradual a credibilidade política perdida e abrindo caminho para uma perspectiva de crescimento mais forte no próximo ano e depois”.
A agência ainda afirma que Dilma “enfrenta um cenário político e econômico extremamente desafiadores, em meio a um acentuado declínio nas taxas de aprovação, contração econômico e investigações da corrupção na Petrobras”. “A presidente encarregou sua equipe econômica a elaborar um considerável ajuste em várias políticas – não apenas fiscal – para restaurar a credibilidade perdida e fortalecer os agora enfraquecidos perfis fiscal e econômico do Brasil”, disse a S&P em relatório.
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Sobre a Petrobras, a agência disse em relatório que a revisão do crédito individual da estatal, que não leva em consideração o apoio do governo brasileiro, se deve à perspectiva de menor geração de fluxo de caixa e maior alavancagem da empresa neste e no próximo ano por conta do escândalo de corrupção.
“As investigações de corrupção em curso não só dificultaram o financiamento do plano de investimento da Petrobras, mas também enfraqueceram o crédito de seus fornecedores e retardaram a construção das plataformas de petróleo para o aumento da produção”, disse a S&P.