Mantega reconhece que governo “forçou a barra” em 2012

Além disso, ministro da Fazenda falou sobre a melhora na economia mundial e criticou as propostas econômicas da oposição

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Durante entrevista veiculada pela TV Brasil, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, reconheceu que o governo federal “forçou um pouco a barra” no fim de 2012 para fechar as contas públicas. “Foi um ano que economia cresceu pouco e a arrecadação caiu, e aí pra fazer resultado fiscal tem que cortar gasto e fazer ginástica. Aí tivemos que pegar o fundo soberano e forçamos um pouco a barra nesse sentido e ele fez suas críticas”, afirmou, em referência ao economista Delfim Netto.

Mantega destacou que, depois desse episódio, houve um esforço do governo para que “nada pudesse dar a entender que estivesse fazendo a chamada contabilidade criativa”. “Tornamos tudo o mais transparente possível, nunca houve fiscalização como há hoje”, defendeu o ministro, alegando que quando Delfim Netto estava no governo não era da mesma forma.

Melhora na economia mundial
O ministro da Fazenda afirmou que a principal diferença no cenário econômico entre o início do governo Dilma Rousseff e o último ano do mandato dela é a expectativa em relação à economia internacional. “A diferença daquela época para agora é que nossa perspectiva é de melhora da economia internacional e naquela época era de piora”, afirmou durante entrevista veiculada pela TV Brasil. O ministro voltou a afirmar que, nos próximos dois ou três anos, deve ocorrer novo ciclo de expansão da economia mundial.

Na entrevista, Mantega destacou que o governo federal estimulou o crescimento do crédito para investimentos no País. “O investimento cresce justamente porque tem crédito. Para consumo, por outro lado, não tem crédito”, disse.

Mantega negou, ainda, que o governo trabalhe atualmente para estimular o aumento do crédito para consumo, ao mesmo tempo em que o Banco Central aumenta as taxas de juros para frear o avanço da inflação. “Nós temos apoiado o Banco Central na sua política monetária. Ela é necessária porque o mal maior de uma economia é a inflação. Não podemos brincar com inflação”, disse.

Propostas econômicas da oposição
Guido Mantega disse que não entendeu quais são as propostas dos candidatos de oposição ao atual governo no âmbito da economia. “Eu acho curiosa essa oposição, porque já ouvi que cortariam despesas do Estado e não tomarão medida antipopulares. Não entendo qual política econômica vão fazer. Até agora estão atirando para todos os lados”, disse.

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Questionado sobre um arrependimento que tem entre as decisões que tomou como ministro da Fazenda, Mantega afirmou: “certamente cometi erros, mas prefiro lembrar dos acertos do que dos erros”. Em seguida, o ministro disse que talvez o governo federal não tenha feito a desvalorização cambial adequada para dar competitividade para a indústria no início do governo Dilma Rousseff.

Mantega participou na noite de hoje do programa “Espaço Público” transmitido pela TV Brasil.