Mantega reafirma apoio às intervenções permanentes sobre o câmbio

Para o ministro, sem as medidas, o dólar teria chegado a R$ 1, sendo que a indústria nacional já estaria destruída, com a moeda a R$ 1,3

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SÃO PAULO – O ministro da Fazenda, Guido Mantega, reiterou nesta sexta-feira (4) sua posição sobre as medidas para desvalorizar o real, destacando que as intervenções do governo para moderar a flutuação do câmbio são permanentes.

Ele notou ainda que o Brasil está “apanhando” de países que manipulam o câmbio, citando o continente asiático como um exemplo de região que utiliza esta prática há muito tempo, com objetivo de baratear o preço de suas mercadorias e, por consequência, torná-las mais competitivas.

Mantega afirmou, no entanto, que agora, além dos asiáticos, os EUA e a Europa também estão modificando o câmbio, em busca de recuperar suas economias “às custas de outros mercados”, o que torna a situação mais “complicada”.

Não fomos ouvidos
O ministro comentou que antes de adotar medidas de intervenção no câmbio, o Brasil procurou discutir a guerra cambial nos organismos internacionais, mas não foi ouvido.

Mantega acredita que, sem as medidas, o dólar teria chegado a R$ 1, acrescentando que se a moeda norte-americana chegasse a R$ 1,30, a indústria nacional já estaria “destruída”.