Mantega diz que inflação seria de 4,4%, sem pressão do feijão

Ministro da Fazenda ainda afirmou que, se tirássemos leite e derivados, o IPCA, em 4,7%, cairia mais 0,3 ponto percentual

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SÃO PAULO – O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta terça-feira (29) que, se não fosse a pressão exercida por alimentos como feijão, leite e derivados, a inflação estaria abaixo dos 4,7% medidos pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo).

“Tirando o feijão, nós teríamos uma inflação de 4,4%. Se tirássemos leite e derivados, diminuiria mais 0,3 ponto percentual”, disse, segundo a Agência Brasil.

Ainda de acordo com ele, a inflação no Brasil é bem menor do que a praticado nos países emergentes, além de estar “controlada e perfeitamente bem comportada”. Sobre a elevação dos preços dos produtos, ele disse ser uma tendência mundial.

Inflação

O IPCA, medida oficial da inflação doméstica do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), aumentou 0,48% em março. No acumulado dos últimos 12 meses, o índice registrou variação positiva de 4,7%, acima da taxa dos 12 meses anteriores (+4,61%).

Para o IBGE, o principal responsável pela inflação medida pelo indicador na passagem mensal foi o setor de energia elétrica, cuja tarifa teve alta de 1,40%. Já o grupo de alimentação e bebidas registrou variação positiva de 0,89%.

O índice se refere às famílias com rendimento monetário de 1 a 40 mínimos e os dados são coletados nas regiões metropolitanas de Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia.

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Alimentos

De acordo com o ministro, o cenário é de superávit com crescimento robusto, embora hoje estejamos observando um aumento das taxas de inflação. “De fato, a inflação está subindo. Subiu a previsão do IPCA para 2008, de 4,7%”.

O deputado Ciro Gomes (PSB-CE) afirmou que a pressão dos alimentos na inflação é ditada por fatores externos ao país, como a demanda de países que estão “incorporando às pessoas o direito de comer”, como a China e a Índia.