Mantega destaca fundamentos e traça boas perspectivas para economia

Em audiência pública, ministro da Fazenda diz que os emergentes são os novos protagonistas do cenário internacional

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SÃO PAULO – Em audiência publica realizada nesta quinta-feira (28), o ministro da Fazenda Guido Mantega ressaltou os fundamentos da economia brasileira em meio à crise e traçou boas perspectivas para o País.

Estavam presentes no encontro a CAE (Comissão de Assuntos Econômicos), CI (Comissão de Serviços e Infra-Estrutura), CAS (Comissão de Assuntos Sociais) e a Comissão de Acompanhamento da Crise Financeira e Empregabilidade.

De acordo com Mantega, o amento da oferta de crédito, a redução da Selic e dos tributos incidentes sobre a produção industrial, como o IPI (Impostos Sobre Produtos Industrializados), foram os motivos da recuperação gradual da atividade interna.

Crescimento econômico

Para ele, o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) no começo do ano passado impediu que a economia brasileira entrasse em recessão e, apesar do primeiro trimestre fraco, o Brasil já passa a trair um fluxo maior de capitais estrangeiros, além de contar com um incremento de 7% da massa salarial.

Dois outros pontos de peso que ajudaram a blindar o País contra a crise foram a sua menor dependência das exportações, que chegaram a apenas 13% do PIB, e a queda gradual na relação dívida pública bruta e PIB, que era de 60% em 2008 e passo para 57% em 2009.

Desempenho fiscal

Além disso, o bom desempenho fiscal das contas públicas, a solidez do sistema financeiro do Brasil e a manutenção de um volume significativo de reservas internacionais contribuiu para o desempenho da economia no período, ressaltou o ministro.

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Nesse sentido, o Brasil e outros países emergentes são “os novos protagonistas no cenário internacional”, com um dinamismo econômico maior, contas mais equilibradas, recursos naturais abundantes e uma estrutura produtiva mais moderna, concluiu Mantega.

Porém, alguns obstáculos ainda são mantidos, na visão do ministro. Segundo ele, a oferta de crédito para pessoa jurídica deveria ser ampliada, uma vez que conta com um spread mais elevado em relação à taxa cobrada para a pessoa física, apontado como um problema “crônico” da economia brasileira.