Manhã de quarta-feira propõe otimismo com ressalvas

Recessão dos EUA pode estar perto do fim. Mas como virá a recuperação? O novo PIB potencial? O petróleo?

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SÃO PAULO – Esta manhã de quarta-feira (27) apresenta sinais levemente favoráveis aos mercados, com predomínio das altas entre as bolsas da Europa e os futuros de Wall Street. Apesar do tom ainda cauteloso, a pauta do dia recebe suporte da National Association for Business Economics, que prevê fim à recessão dos EUA no terceiro trimestre.

Referência solitária na agenda norte-americana, o Existing Home Sales (11h00) trará as vendas de casas existentes durante o mês de abril.

Está difícil

Fontes ouvidas pela CNNMoney afirmam que a General Motors não conseguiu convencer seus credores a trocar dívida por participação acionária. Se comprovado o insucesso, resta pouco a fazer até dia 1 de junho, quando acaba o prazo para soluções sem concordata.

Está menor

Alguns economistas creem que estamos diante de uma mudança estrutural. “O mercado perceberá que o crescimento potencial dos EUA não é mais de 3%, mas sim de 2% ou menos”, alertou Mohamed El-Erian, da Pimco, em entrevista à Bloomberg.

Está em xeque

A equipe do Société Générale acha que o timing para o fim da recessão é uma incógnita bem mais identificável que a intensidade da retomada. “Por ora, há relativo consenso de que a recuperação será lenta. Porém, essa é uma visão que deve ser desafiada”.

Está barato

A economia global já mostra a força necessária para que o barril de petróleo fique entre US$ 75 e US$ 80, avalia o ministro saudita do petróleo, Ali al-Naimi. Segundo ele, esse novo intervalo será alcançado em breve.

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No Brasil

Às 10h00, o Banco Central publica sua Nota de Política Monetária referente a abril.

“Papéis de bancos brasileiros estão atrativos”, conforme relatório de research do Bank of America. “Se é fato que o pior já passou, o setor financeiro deve se beneficiar, dada sua forte correlação com a atividade doméstica”.