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SÃO PAULO – O Ibovespa virou para queda na tarde desta quinta-feira (18) depois da abertura das bolsas nos Estados Unidos, mas já volta a operar perto da estabilidade. Os mercados europeus e norte-americanos vivem dia de recuperação depois de sinalização moderada pelo FOMC (Federal Open Market Comittee). Apesar disso, O Ibovespa perdeu força e registrava às 16h04 (horário de Brasília) leve alta de 0,08%, a 48.754 pontos.
O enfraquecimento era acompanhado pelas ações da Petrobras (PETR3, R$ 9,26, +2,43%; PETR4, R$ 9,76, +1,04%), que depois de chegarem a subir 7% nesta manhã operavam em leve alta, enquanto os papéis da Vale (VALE3, R$ 19,92, +1,07%; VALE5, R$ 17,29, +1,95%) viravam para queda, com os ordinários recuando mais de 1%.
No caso da Petrobras, a crise na estatal continua, que vive uma “tempestade perfeita” apesar dos últimos alívios nos preços das suas ações. Entre escândalos de corrupção, endividamento alto e preços do petróleo nos menores níveis desde 2009, tornando mais difícil a viabilização da exploração do pré-sal, a empresa vê seu valor de mercado desabar. Ontem, o Itaú BBA reduziu o preço justo dos papéis preferenciais da empresa para 2015 de R$ 23,70, a R$ 16,50.
Ainda no noticiário da petroleira permanecem as especulações acerca da possível troca da presidente Graça Foster no comando da companhia. O nome do presidente da Vale já foi ventilado para o cargo.
“Não tem nenhum motivo aparente para esse recuo do Ibovespa, a não ser sua própria tendência de baixa. O repique do índice, que durava três dias, é bem pequeno em relação a tudo que caiu desde novembro e em um tempo muito curto. Tudo isso mostra sua situação bem frágil”, disse o analista Lauro Villares, da Guide Investimentos.
Juros
Ontem, a reunião do FOMC, seguida pela fala da presidente do Federal Reserve, Janet Yellen, mostrou que apesar do Fed ver uma consistente melhora na economia norte-americana, preocupações com a inflação devem manter a autoridade monetária cautelosa para reduzir os estímulos ao crescimento. Assim, um aperto monetário na maior economia do mundo, que poderia levar a uma fuga de capitais principalmente nos mercados emergentes se torna um cenário mais distante.
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Por conta disso, o dólar caía novamente seguindo o movimento de ontem, depois de chegar a bater R$ 2,74 na terça-feira. O câmbio comercial à vista caía 1,56%, a R$ 2,6596 e o dólar futuro para 2015 despencava 2,09%, a R$ 2,667.
Já o DI, amenizava mais um pouco a alta que teve após o aumento dos juros na Rússia de 10,5% para 17%. No dia, o juro futuro para janeiro de 2016 tinha dado um salto de até 80 pontos-base na máxima com previsão do mercado de que a atitude dos russos abriria espaço para uma “guerra dos juros” entre os países emergentes.
Copom e emprego
Segundo a Folha de S. Paulo, a equipe do Banco Central renegou a expressão “com parcimônia” que usou no comunicado e na ata da última reunião que elevou em 50 pontos-base a taxa Selic para 11,75% ao ano. A matéria do jornal diz que: “Em conversas reservadas, a equipe do presidente do BC, Alexandre Tombini, evita antecipar qual será sua decisão no início de 2015, mas enfatiza que “será feito tudo o que for necessário” para levar a inflação para o centro da meta no final de 2016, de 4,5%, evitando que ela supere o teto, de 6,5%, no próximo ano”.
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Entre os drivers do dia aqui no Brasil ainda fica a expectativa para a divulgação dos dados de emprego do Caged, que deve apresentar criação de vagas negativa em 32 mil postos em novembro segundo estimativas da pesquisa Bloomberg.
As maiores altas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:
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As maiores baixas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:
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