Mais pessoas pedindo demissão nos EUA é uma boa notícia? Estudo mostra que sim

Número de pessoas que pediram demissão nos EUA registrou em dezembro a maior alta desde junho de 2012; segundo ConvergEx Group, dado mostra que população está mais confiante na economia do país

Paula Barra

Publicidade

SÃO PAULO – O número de pessoas que pediram demissão nos Estados Unidos registrou em dezembro a maior alta desde junho de 2008 – ou seja, antes do agravamento da crise do Subprime. A princípio essa parece uma notícia negativa, certo? Só parece. Um estudo feito pelo ConvergEx Group aponta que essa disparada nos pedidos de demissão é reflexo de que a população do país está mais confiante com o rumo da economia.

Cerca de 2,16 milhões de trabalhadores norte-americanos saíram do emprego no último mês do ano passado, 7,4% a mais do que em 2011, segundo dados ajustados do Departamento do Trabalho. Esses trabalhadores representam 53% do total de demissões – que inclui pessoas que saíram voluntariamente e aqueles que foram demitidos.

Segundo Beth Reed, que faz parte da equipe de pesquisa do ConvergEx Group, o resultado reforça que a população está mais confiante com o aumentos de salários e abertura de novas vagas – do contrário, elas não estariam abandonando seus empregos nesse momento de turbulência não só na economia norte-americana como de todo o planeta.

“Esse ponto vai contra a noção de que a economia estava parada enquanto Washington negociava um acordo para o abismo fiscal dos Estados Unidos no final do ano passado, e suporta a ideia de que o mercado de trabalho pode melhorar em 2013”, afirma Reed. Ele ressalta ainda que um acordo em Washington referente à divida do país deve trazer às empresas uma sensação de estabilidade econômica. “Daí, o crescimento de empregos vai acelerar ainda mais”, conclui.

Tópicos relacionados