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Após quase 5 anos de jejum de ofertas públicas (IPO, na sigla em inglês), a B3 (B3SA3) acredita que o processo da Compass (PASS3) pode animar outras companhias que já estão prontas para “tocar a campainha da B3”.
“Então, tem várias empresas que já estão nessa jornada e que a gente acredita que estão próximas de tocar a campainha aqui com a gente. Tem mais de 50 empresas que estão com registro na CVM, que é um passo importante nessa preparação”, diz Viviane Basso, vice presidente de operações da B3, em entrevista após o evento de toque de campainha da Compass.
Durante o discurso antes do toque de campainha, a diretora afirmou que oa momento mostrava na prática a força do mercado de capitais brasileiro para financiar indústria brasileira. A diretora também destacou presença de capital estrangeiro como mostra de confiança no mercado.
“É conectando empresas e investidores que conduzimos o desenvolvimento social” diz.
O processo de registro de companhia aberta é uma das exigências para que a companhia abra capital. Mesmo sem previsão se a abertura acontecerá ainda em 2026 ou mais adiante, a VP afirma que o movimento que acontece agora já traz uma “energia diferente” para as companhias que estão já nesse processo.
A Compass afirmou que o processo para abertura do capital acontece desde 2020, de maneira formal ou apenas organizacional. A proximidade com a B3, então, acontece através do grupo Cosan (CSAN3) há muito tempo, de acordo com Viviane. E a operadora da Bolsa pôde acompanhar o processo antes de que houvesse a abertura de capital.
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“Infelizmente, como a gente tem falado, o momento de mercado acabou ficando mais complicado para as companhias cessarem, mas desde então a gente vem trabalhando com os executivos próximos da companhia acompanhando esse processo”, afirma.
A própria Compass já estava no processo de algum tempo, tanto é que já era uma companhia listada. A companhia estava preparando para poder fazer o seu lançamento no novo mercado, como um processo de migração porque estava apenas aguardando de fato esse momento.
Como fazer com que companhias escolham o Brasil, em vez de abrir capital fora?
Se os últimos anos foram de seca para IPOs na B3, lá fora, algumas companhias brasileiras foram em busca de listagem, como foi caso do PicPay e do Nubank. A resposta da operadora da Bolsa brasileira, de acordo com seus diretores, foi desenvolver produtos que possam atender às necessidades das companhias.
Para Viviane, a escolha de mercado onde você vai listar sua companhia depende tanto da estrutura da companhia quanto da presença internacional ou mais brasileira.
“O que a gente sempre trabalha é que estando no Brasil, abrindo capital na Bolsa do Brasil, você não acessa apenas os investidores locais, mas também os investidores estrangeiros. E você tem uma conexão muito mais forte com a cultura da companhia, com a história da companhia”, afirma.
Um dos pontos que a diretora apresenta, por exemplo, são as comparações de custos, regulação, que podem ser mais desafiadoras para companhias que pretender abrir capital no exterior.
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“Estamos tentando que a B3 seja sim a solução mais completa para as companhias, mas depende de fato de cada companhia”, diz, citando especialmente a necessidade de diversificação de portfólio para que todas as empresas possam ser alcançadas.
A diretora cita, ainda, que há empresas de tecnologias já listadas na B3, outras começando atividade de fintech, e que contam com alcance internacional, para que seja possível atender o setor, que têm buscado mais a listagem no exterior.
“A gente tem o produto BDR. Então, em última instância, se a companhia faz a sua listagem e IPO nos Estados Unidos, a gente consegue ter o ativo dela negociado aqui, com acesso para investidores brasileiros em linhas muito similares às ações, simultaneamente, com arbitragem e liquidez”, afirma Leonardo Resende, superintendente de empresas e mercado de capitais da B3.
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