Sibanye Stillwater

Maior mineradora global de platina prevê mais valorização do metal

A demanda por metais do grupo da platina já se recuperou para níveis pré-pandemia, disse Neal Froneman, diretor-presidente da Sibanye Stillwater

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(Bloomberg) — A maior mineradora de platina do mundo disse que o preço do metal pode subir mais de 80% nos próximos quatro a cinco anos, em linha com a recuperação da economia global e redução da oferta.

A demanda por metais do grupo da platina já se recuperou para níveis pré-pandemia, disse Neal Froneman, diretor-presidente da Sibanye Stillwater, em entrevista em sua fazenda na província de Limpopo, na África do Sul. A platina quase dobrou de preço em relação à mínima de 18 anos em março em meio a cortes da oferta e ao renascimento da indústria automotiva da China, que usa o metal em dispositivos de controle de poluição.

“Não há razão para que a platina não seja negociada a US$ 2.000 a onça e, provavelmente, até acima disso”, disse Froneman.

Não é a primeira decisão ousada de Froneman. Quando o executivo sul-africano adquiriu a Stillwater Mining há quatro anos, críticos faziam fila para dizer que ele havia pagado muito pela produtora de paládio dos EUA. Desde então, o preço do paládio quase quadruplicou, permitindo que a Sibanye retomasse os dividendos e pagasse dívidas.

A platina terá suporte de seu uso crescente em células a combustível de hidrogênio, enquanto montadoras na China e na América do Norte começam a usar o metal no lugar do paládio, que é mais caro, em catalisadores automotivos, disse Froneman. Uma nova tecnologia desenvolvida pela BASF – com apoio da Sibanye e da Impala Platinum Holdings – para substituir parcialmente o paládio em catalisadores poderia aumentar a demanda por platina em pelo menos 300.000 onças por ano, disse.

“A substituição decolou muito bem na China e o ambiente regulatório lá é muito mais flexível”, disse Froneman.

Froneman não está sozinho em seu otimismo com a platina. O metal pode ser negociado a cerca de US$ 1.500 a onça em 2022, de acordo com Georgette Boele, estrategista sênior de metais preciosos do ABN Amro Bank. O metal era negociado a cerca de US$ 1.085 a onça na sexta-feira.

Já o ródio, o metal precioso mais caro do mundo, ampliou os ganhos para um recorde na sexta-feira. A alta acumulada na semana é de 14%, a maior desde maio, para US$ 21.500 a onça, de acordo com dados da Johnson Matthey. Esse rali pode continuar, já que ainda há um déficit “substancial”, disse Froneman, cuja empresa é a maior fornecedora de ródio do mundo.

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“Não há motivo para os preços do ródio e do paládio recuarem e há todos os motivos para o aumento do preço da platina”, disse.

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