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Magazine Luiza dispara quase 50% em 3 dias – e não é ‘short squeeze’; veja mais

Acompanhe a atualização dos principais destaques corporativos da sessão desta quinta-feira

11h46: Magazine Luiza (MGLU3, R$ 3,38, +12,67%)
As ações da Magazine Luiza já disparam até 47% pelos últimos três pregões, considerando a máxima registrada hoje. No maior patamar desta sessão, as ações da varejista chegaram a subir 18%, sendo cotadas a R$ 3,54.

Devido ao fluxo de novas notícias nos últimos dois dias, o papel tem sido um dos mais demandados nas mesas de BTC das corretoras, mas em função da baixa liquidez elas têm comentado que tem sido difícil encontrar o ativo para empréstimo. Operadores, no entanto, ressaltam que essa disparada não é um “short squeeze” (disparada repentina que ocorre quando os vendidos são pressionados por falta de ações para alugar no mercado e, por isso, são levados a zerar a posição). Atualmente, 13,7% das ações em circulação no mercado da companhia estão alugadas. 

11h05: Vale (VALE3, R$ 17,54, +1,45%; VALE5, R$ 14,56, +2,18%)
As ações da Vale sobe após relatório de produção de minério de ferro, acompanhadas pelos papéis da Bradespar (BRAP4, R$ 9,68, +2,22%). O movimento contraria a movimentação do minério de ferro hoje, que caiu 0,2%, cotado a US$ 50,60 a tonelada, referente ao insumo com teor de concentração de 62%, negociado no porto de Tianjinm na China. 

A companhia anunciou nesta manhã produção de minério recorde para um segundo trimestre, que atingiu 85,3 milhões de toneladas. A produção foi 7,4% maior do que no mesmo período do ano anterior. Analistas da XP Investimentos e JPMorgan ressaltaram que a companhia continua mostrando forte ritmo de produção, mas que, embora seja bom para a companhia, suporta a visão que a forte oferta e queda nos custos devem manter os preços do minério de ferro pressionados. 

10h54: Suzano, Fibria e Klabin
As exportadoras sobem forte hoje em meio à disparada do dólar frente ao real. Destaque para a empresa de papel e celulose Fibria (FIBR3, R$ 43,52, +3,67%), que divulgou nesta manhã balanço do segundo trimestre e aparece hoje como a terceira maior alta do Ibovespa. Acompanham o movimento as ações da Suzano (SUZB5), que revelará seus números do trimestre dia 12 de agosto. Também do setor a Klabin (KLBN11, R$ 20,92, +2,35%) também divulgou seu balanço nesta manhã, mas registra uma alta mais amena. 

A Fibria teve lucro líquido de R$ 614 milhões no segundo trimestre, uma queda de quase 3% na comparação com o mesmo período do ano passado. Para a XP Investimentos, o resultado da companhia veio em linha. Os bons níveis de resultados devem continuar, suportados pelo dólar em um patamar alto e uma dinâmica satisfatória da celulose ao redor do mundo. “Recentemente observamos uma pressão sobre os preços, principalmente na China, mas ainda devemos ter níveis de preços em patamares satisfatórios e dólar impulsionando os resultados”, comentaram os analistas. 

Já a Klabin teve alta anual de 21% no lucro líquido do segundo trimestre, ajudada por aumento no volume de vendas e pela desvalorização do real contra o dólar que apoiou exportações maiores da companhia na comparação com um ano antes. A empresa teve teve lucro líquido de R$ 296 milhões entre abril e junho ante uma expectativa média de analistas de resultado positivo de R$ 191 milhões no período. 

10h35: Pão de Açúcar (PCAR4, R$ 71,72, -0,54%)
A empresa de comércio eletrônico Cnova, que reúne ativos do grupo francês Casino e do Grupo Pão de Açúcar, encerrou o segundo trimestre com prejuízo de 40,2 milhões de euros, ante resultado negativo um ano antes de 21,3 milhões de euros. Apesar do resultado, a Cnova afirmou que os fundamentos das suas atividades se mantêm sólidos e que no segundo semestre a venda de mercadorias, mais outras receitas e as vendas feitas por terceiros em suas plataformas (GMV) crescerá “em ritmo equivalente ao registrado no primeiro semestre”. A Cnova integra operações de comércio eletrônico do Casino em vários países e os sites Extra.com.br, Pontofrio.com e Casasbahia.com.br do GPA.  

10h29: CCR (CCRO3, R$ 15,43, -2,03%)
A CCR foi autorizada a reajustar o pedágio da NovaDutra em 16,8%. O número indica um aumento de 7,9% acima da inflação contratual (de 8,9%) e tem como objetivo compensar a queda de arrecadação em função da suspensão de cobrança do eixo suspenso desde abril de 2015. Os analistas do Credit Suisse comentaram o governo já rebalanceou outras concessões e que, portanto, o anúncio não é exatamente uma surpresa, mas deveria ser visto como positivo pois elimina incertezas de quanto o rebalanceamento seria aplicado. Para eles, olhando pelo valor presente líquido do reajuste, ele acaba sendo neutro em função da queda de tráfego.  

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10h23: Rumo (RUMO3, R$ 0,99, -4,81%)
As ações da Rumo voltam a cair forte hoje, figurando pela primeira vez de sua história abaixo de R$ 1,00. Os papéis caem por cinco pregões seguidos, período em que acumulam queda de 19,6%. A companhia teve seu rating cortado ontem de BA3 para BA1 pela Moody’s.

Depois de 93 downgrades corporativos desde o dia 1º de janeiro, este é o primeiro rebaixamento realizado pela agência desde que ela iniciou a sua visita ao Brasil na semana passada. Segundo a Moody’s, os motivos para o downgrade foram a alavancagem da companhia, sua cobertura de juros e geração de caixa, que devem ser fracos nos próximos anos devido a investimentos. A preocupação com a forte dependência do BNDES Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para financiamento e a indústria de commodities volátil também foram citados como motivos para a redução da nota de crédito.  

10h20: Gol (GOLL4, R$ 5,70, -3,06%)
As ações da Gol desabam 19% pelos últimos cinco pregões, acumulando perdas de 19%. O movimento segue a derrocada do Ibovespa, mas também o anúncio da TAM, na segunda-feira passada, de que irá cortar até 10% a capacidade de suas operações no Brasil. Para analistas, a Gol pode seguir o mesmo caminho e reduzir sua capacidade esse ano.  

Diante das expectativas, as ações da Smiles (SMLE3, R$ 53,87, -3,63%), programa de fidelidade da Gol, caem pelo quinto pregão seguido, acumulando no período desvalorização de 8,5%, depois de ter tocado a máxima histórica na quinta-feira passada.