Destaques da bolsa

Magalu salta 7% após compra da Netshoes; Santander cai e mais 4 ações reagem a balanços

Confira os destaques da sessão desta terça-feira (30)

SÃO PAULO – O noticiário corporativo foi bastante movimentado na sessão desta terça-feira pré-feriado. Em destaque, o Magazine Luiza saltou após a compra da Netshoes e a vitória em uma ação fiscal no total de R$ 750 milhões. 

Os resultados também movimentaram a sessão, com o Santander chegando a avançar mais de 1% após o balanços, mas virando para perdas durante o pregão, enquanto Ecorodovias, RD e Multiplan caíram após os balanços. Confira os destaques desta sessão: 

Magazine Luiza (MGLU3)

A rede varejista Magazine Luiza anunciou a compra da rede online de produtos esportivos Netshoes por US$ 62 milhões, equivalente a R$ 244 milhões. A operação incluiu a assunção de uma dívida de R$ 140 milhões. A conclusão do negócio depende de aprovação de 48% dos acionistas da rede varejista online, além do aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). A Magazine Luiza disputou o ativo com a B2W.

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De acordo com o Itaú BBA, há riscos de execução, mas o preço pago foi baixo, enquanto o Santander aponta a estratégia positiva de ampliar a variedade de produtos. 

Na mesma linha a XP Research avalia que a aquisição está em linha com a estratégia de expansão de sortimento da Magazine Luiza, aumentando as vendas. As vendas online da Netshoes foram de R$ 2,5 bilhões nos últimos 12 meses versus R$ 7,4 bilhões do Magazine Luiza em 2018. “Além disso, vemos sinergias na logística com a Malha Luiza e despesas de marketing”, afirma a equipe de análise. 

A aquisição, afirma a XP, não é relevante para a alavancagem da Magazine Luiza, mas pode afetar as margens no curto prazo, enquanto as sinergias não se materializarem. Os analistas já esperavam uma reação positiva às ações, mas mantêm nossa recomendação neutra para o papel com um preço alvo de R$ 175/ação.

Além disso, a empresa informou que obteve êxito em uma de suas ações judiciais perante o Supremo Tribunal Federal referente a inconstitucionalidade da inclusão do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) na base de cálculo do PIS e da COFINS. Segundo a empresa, as melhores estimativas até agora indicam que os créditos corrigidos representam aproximadamente R$ 750 milhões. Com o trânsito em julgado, a companhia teve reconhecido o direito de reaver, mediante compensação, os valores já recolhidos, devidamente corrigidos.

Vale destacar que, enquanto as ações do Magazine Luiza subiram forte, os papéis da Centauro (CNTO3) caíram com a aquisição da rival. 

Minerva (BEEF3)

A Minerva informou que ocorreu ontem o lançamento do prospecto da oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da sua subsidiária Athena Foods, na Bolsa de Valores de Santiago. A companhia estima que a operação deva ser concluída até o final de maio. Segundo o Valor Econômico, a empresa pretende captar cerca de US$ 400 milhões.

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JSL (JSLG3)

A JSL desistiu da oferta pública de distribuição de ações (IPO) da sua subsidiária Vamos Locação de Caminhões, Máquinas e Equipamentos, devido às “condições de mercado que afetaram a operação durante o processo”.

“A companhia reafirma que o plano de desenvolvimento dos negócios da JSL e de suas controladas está mantido, dada sua independência em relação à referida oferta”, diz a JSL, em fato relevante.

Segundo informou o Broadcast, o motivo para a desistência, de acordo com fontes de mercado, seria falta de demanda para a operação. Uma das fontes afirma que os investidores chegaram a pedir a redução da faixa do preço, que ia de R$ 17,00 a R$ 21,00, mas que a empresa não topou.

Usiminas (USIM5)

A Usiminas teve sua recomendação por parte do Credit Suisse rebaixada de outperform para neutra. O preço-alvo, na avaliação da instituição financeira, é de R$ 9,50. 

Santander Brasil (SANB11)

As ações do Santander Brasil abriram em alta após os resultados, mas viraram para queda acompanhando os demais bancos. O Santander Brasil apresentou lucro líquido gerencial, que não considera ágio de aquisições, de R$ 3,485 bilhões no primeiro trimestre do ano, resultado 21,9% maior do que no mesmo período do ano passado. A filial brasileira contribuiu com 29% do desempenho de todo o grupo no período, de acordo com dados divulgados pela matriz espanhola nesta manhã na Europa.

O banco informa que no primeiro trimestre conseguiu manter a recorrência na geração de resultados com “destacada rentabilidade”. Ao final de março, a carteira de crédito ampliada somava R$ 386,904 bilhões, montante praticamente estável considerando o saldo de dezembro, de R$ 386,736 bilhões. Em um ano, porém, quando os empréstimos somavam R$ 353,920 bilhões, teve alta de 9,3%. O crescimento foi puxado, principalmente, pela pessoa física, com avanço de 20,1% em um ano e de 3,0% no trimestre.

“Mais uma vez, o Santander entregou resultados sólidos e de alta qualidade. Neste ponto, vemos potencial do banco superar nossa estimativa de lucro líquido de R$ 14,4 bilhões para 2019, uma vez que os resultados do primeiro trimestre de 2019 não revelaram sinais de apoio à tese de crescimento de lucro abaixo de seus pares em 2019-2020. Mantemos nossa recomendação neutra baseada no valuation do banco que ainda nos parece caro relativo aos pares”, afirma a XP Research.

Ainda no noticiário da empresa, o presidente do banco, Sergio Rial, afirmou que a instituição vai olhar uma possível parceria com a Caixa Econômica Federal em maquininhas. Não quis, contudo, dar detalhes uma vez que ainda não há um processo concorrencial aberto e, portanto, os detalhes de como será.

Sobre o aumento da concorrência no setor de maquininhas, Rial afirmou que é bom para o Brasil e para o consumidor. “Vejo como uma evolução natural decorrente da estabilidade da taxa de juros. Começamos a ver sinais do que significa ter Selic a 6,5%”, destacou o presidente do Santander, acrescentando que margem pressionada faz parte de “qualquer negócio”.

Rial disse ainda que o banco espera concluir a compra dos 40% do Bonsucesso na Olé Consignado até o final deste ano. Do lado do setor de cartões, ele explicou que a meta do banco é ter uma participação de 20% neste mercado. Atualmente, tem entre 13% e 14%.

Raia Drogasil (RADL3)

A RD (Raia Drogasil) registrou um lucro líquido no padrão IFRS 16 no primeiro trimestre deste ano de R$ 90,479 milhões, cifra 17,3% inferior à obtida no mesmo período do ano passado, de R$ 109,517 milhões. A empresa divulgou ainda um lucro ajustado, em IFRS 16, de R$ 93,915 milhões, representando uma queda no período de 14,2%.

A empresa registrou uma expansão das vendas no conceito mesmas lojas de 5,6% no primeiro trimestre deste ano, registrando uma expansão frente às altas de 4,7% do quarto trimestre do ano passado e de 2,7% do mesmo intervalo de 2018. Já as vendas das lojas “maduras” tiveram alta de 1,9%, também se expandindo frente ao quarto trimestre (+0,6%) e revertendo a retração de 1% do mesmo período do ano passado.

A empresa reiterou seu guidance de abertura de 240 lojas este ano. Apenas no primeiro trimestre, foram 62 novas lojas. Ao final de março, a empresa contava com 1.873 unidades em operação, incluindo três lojas da 4Bio.

CCR (CCRO3)

A CCR registrou lucro líquido de R$ 358,1 milhões no primeiro trimestre de 2019, cifra 19,9% inferior ao desempenho de um ano antes. O lucro desconsiderando novos negócios e efeitos não recorrentes, somou R$ 336,6 milhões, apontando queda de 23,2%. No trimestre, o Ebitda ajustado operacional da CCR registrou expansão de 15,8% no comparativo anual, somando R$ 1,397 bilhão.

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A receita líquida, excluindo retirando construção, cresceu 13,7% no comparativo anual, somando R$ 2,205 bilhões. O tráfego consolidado registrou acréscimo de 0,9%, excluindo-se os efeitos das isenções dos eixos suspensos no critério mesma base e a concessionária ViaSul.

EcoRodovias (ECOR3)

EcoRodovias registrou um lucro líquido de R$ 84,2 milhões no primeiro trimestre deste ano, um resultado 42,4% inferior ao registrado no mesmo período do ano passado. Segundo a empresa, a retração foi influenciada, sobretudo, pela piora no resultado financeiro e no lucro antes juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda).

Multiplan (MULT3)

A Multiplan apresentou lucro líquido de R$ 91,946 milhões no primeiro trimestre de 2019, montante 6,3% menor do que no mesmo período do ano passado. O Ebitda atingiu R$ 230,501 milhões, queda de 0,9% na mesma base de comparação, enquanto a margem Ebitda baixou de 79,6% para 74,9% no período. A receita líquida cresceu 5,4%, para R$ 307,862 milhões, com ganho nas receitas de locações de lojas nos shoppings e serviços.

A Multiplan teve rebaixada sua recomendação pelo BBI de neutra ante outperform. O preço-alvo da companhia, na avaliação do BBI, é de R$ 26.

Cteep (TRPL4)

A ISA Cteep fechou o primeiro trimestre de 2019 com lucro líquido de R$ 353,5 milhões pelo padrão contábil IFRS, alta de 58,6%. O lucro líquido atribuído ao acionista controlador subiu 57,9%, para R$ 357,39 milhões. O Ebitda atingiu R$ 570,014 milhões, alta de 58,1%. A receita operacional líquida teve expansão de 40,4% nos três primeiros meses do ano.

Movida (MOVI3)

A Movida registrou um lucro líquido de R$ 42 milhões no primeiro trimestre de 2019, cifra 56,1% superior ao resultado do mesmo período do ano passado. Segundo o relatório de administração que acompanha o balanço, os números consolidados tiveram crescimentos de pelo menos 16% em um ano, em todas as linhas, desde o lucro bruto até o líquido.

Taesa (TAEE11)

A Taesa concluiu a aquisição de 23,03% das ações da Empresa de Transmissão do Alto Uruguai (ETAU), por meio do pagamento do valor de R$ 32,8 milhões. A operação havia sido adquirida em leilão da Eletrobras. Após a conclusão dessa operação, a Taesa passa a deter 75,61% do total das ações da ETAU.

Suzano (SUZB3) e Klabin (KLBN11)

O preço de celulose de fibra curta teve queda de US$ 7,7 a tonelada na semana, para US$ 678,6 a tonelada, o que pesa negativamente no desempenho das ações da Suzano e da Klabin neste pregão.

Vale (VALE3)
A Vale informou ontem que em reunião de seu Conselho de Administração confirmou o nome de Eduardo Bartolomeo como diretor-presidente. Ele foi eleito a partir de uma lista preparada pela empresa internacional de seleção de executivos, Spencer Stuart, em conformidade com a governança da companhia. Fabio Schvartsman, por sua vez, permanece na companhia como Diretor Executivo estatutário, porém em situação de afastamento, conforme Fato Relevante divulgado em 02 de março de 2019.

A Vale realiza hoje sua AGO e AGE um grupo de acionistas que forma a Articulação dos Atingidos e Atingidas pela tragédia de Brumadinho vão apresentar as falhas de gestão da companhia para os demais acionistas. Segundo O Globo, eles pretendem pedir a paralisação das atividades da empresa e a substituição da diretoria. Um dos representantes afirma que a companhia vem criando empecilhos para que parentes das vítimas recebam ajuda.

Na assembleia, a empresa vai propor nas assembleias mudanças no modelo de remuneração a seus acionistas e elevar o número de conselheiros de 12 para 13 membros.