Bolsas mundiais

“Luz do fim do túnel” grego anima bolsas europeias; já Xangai cai quase 6%

Hoje, o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, garantiu ao Parlamento Europeu que vai apresentar propostas de reformas esta semana para garantir um acordo de resgate que possa manter a Grécia na zona do euro

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SÃO PAULO – Enquanto as bolsas asiáticas caíram para as mínimas em um ano nesta quarta-feira, o dia é mais animado para as bolsas europeias, que sobem com foco na Grécia. 

Hoje, o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, garantiu ao Parlamento Europeu que vai apresentar propostas de reformas esta semana para garantir um acordo de resgate que possa manter a Grécia na zona do euro. Ele afirmou que está determinado a consertar anos de governos ruins, bem como reverter as crescentes desigualdades provocadas por cinco anos de austeridade impostas por credores.

“Deixem-me garantir à Casa que, para além da crise, continuaremos com nossas reformas”, disse Tsipras após viajar de Bruxelas, onde os líderes da zona do euro lhe deram um prazo final de domingo para acertar os termos de um novo resgate. “Nós reivindicamos um acordo com nossos vizinhos”, disse ele. “Mas um que nos dê um sinal de que estamos saindo de forma duradoura da crise, que vá demonstrar que existe luz no fim do túnel… Nosso principal objetivo tem que ser combater o desemprego e encorajar o empreendedorismo.” Segundo o ESM, a Grécia pediu formalmente um empréstimo para a zona do euro. 

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Com isso, as bolsas europeias viraram para alta nesta sessão. Destaque ainda para a fala do membro do Conselho do BCE Ignazio Visco de que a autoridade monetária está pronta para tomar todas as medidas disponíveis para conter efeitos financeiros indesejados da crise da dívida grega, mas não pode sustentar os bancos gregos por muito mais tempo.

Já na Ásia, as bolsas caíram para mínimas de um ano e meio nesta quarta-feira e o iene, considerado um porto-seguro, teve um rali com as dificuldades enfrentadas pelas ações chinesas para interromper a queda livre, abalando investidores já abalados pela questão grega. Shangai caiu 5,91%. 

A queda na China ampliou a correção forte que cortou 30% das ações chinesas desde meados de junho, ameaçando um novo golpe contra a economia do país que já vinha desacelerando apesar de uma série de medidas de Pequim de apoio ao mercado.

O índice japonês Nikkei encerrou a sessão com queda de 3,1%, pressionado tanto pelo impacto da China à confiança regional quanto pela moeda japonesa forte.

“O dia de hoje é totalmente sobre a China, com a Grécia de pano de fundo agora que foi dado um novo prazo ao país”, disse a economista sênior de mercado do Sumitomo Mitsui Trust Bank Ayako Sera.