Luta de Eike para evitar maior quebra de empresa da AL é destaque na 1ª página do FT

Blog da publicação destaca ainda que anúncio de novo diretor de exploração busca passar a impressão de que a empresa continuará operando

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SÃO PAULO – A queda das empresas do grupo EBX, de Eike Batista, é mais uma vez destaque na imprensa internacional, desta vez na capa do Financial Times da quarta-feira (30). Com o título “Magnata Batista luta para evitar maior calote da América Latina”, a publicação destaca que a dramática queda de Eike entrou em sua fase final na última terça-feira e a petroleira se aproxima do que “poderia ser a maior quebra empresa da América Latina”.

A reportagem destaca que a empresa está prestes a apresentar o seu plano de recuperação judicial após várias tentativas frustradas de chegar a um acordo com credores. A recuperação, destaca a publicação poderia dar mais tempo para que a empresa tentasse reabrir as negociações com credores sob o processo de recuperação judicial e evitar um enfrentamento direto com o órgão regulador, podendo retirar assim as concessões de empresas insolventes.

E destacaram que, após as ações caírem mais de 90% este ano após as expetativas de produção não serem cumpridas e com a suspensão do desenvolvimento de três poços produtores em julho, os investidores que acreditaram que a empresa se converteria numa Petrobras (PETR3;PETR4) privada “receberam um duro golpe”.

O FT ressalta que a Lei de Falências no Brasil avançou, mas tem aspectos que pode gerar problemas em um eventual processo contra a OGX. Um dos pontos é a permanência do controlador no grupo que faz as decisões para o grupo com problemas financeiros; nos EUA, os executivos que geraram os problemas financeiros deixam o comando das empresas. 

Já o blog da publicação, Beyond Brics, também fez comentários sobre a chamada “dança das cadeiras” na OGX, após a companhia anunciar um novo diretor. Mesmo prestes a anunciar um pedido de recuperação judicial, o blog destaca que a OGX continua demitindo e contratando: o mais novo funcionário é Gilberto Carvalho Lima, diretor de exploração.

Conforme aponta o blog, Eike quer sinalizar com a nova contratação de que a companhia continuará operando mesmo depois de iniciar o processo de recuperação, ressaltando que, aos níveis atuais, o caixa da OGX deve durar até dezembro. 

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E ressalta: “o blefe pode funcionar por um tempo mas, mais cedo ou mais tarde, o jogo começará para a OGX. O pedido de recuperação judicial não vaie ajudar – nenhum credor vai querer jogar mais dinheiro na empresa. E dinheiro é o que ele vai precisar para ter a sua última esperança, o campo de Tubarão Martelo, que está programado para entrar em operação no próximo mês, em plena produção”.

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Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.