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SÃO PAULO – Os analistas da Ativa e do JPMorgan consideraram os contratos assinados pela Lupatech (LUPA3) com a Petrobras (PETR3, PETR4) como positivos. São dois contratos, no valor aproximado de US$ 779 milhões, para a prestação de serviços especializados offshore – que, na visão dos analistas do JP Morgan, marcam uma conquista importante dentro da estratégia da empresa de expansão para esses serviços e diversificação.
Para a equipe da Ativa, o contrato ratifica as perspectivas positivas para a companhia, citando as oportunidades de suprir a demanda do setor de petróleo e gás no País.Os analistas da corretora destacam ainda a grande participação da Petrobras na receita da Lupatech – 60% em 2009, quando o faturamento totalizou R$ 555 milhões, justificando a relevância do contrato.
Os analistas do JPMorgan, Felipe dos Santos e Sergio Torres, lembram que o custo de entrada é de US$ 100 milhões, investidos em equipamentos e tubos, e que representam o maior capex (gastos de investimentos) em quatro anos. As plataformas e os ROVs (Veículos Operados Remotamente, na sigla em inglês) serão alugadas em contrato de longo prazo.
Expectativa de novos contratos
Os analistas da Ativa esperam que sejam divulgados novos contratos já licitados e vencidos pela empresa, o que é um driver de médio prazo para a Lupatech, na visão da equipe. Os analistas do JPMorgan concordam, citando a declaração do CFO (Chief Financial Officer) da companhia, que afirmou que a empresa está atrás de novos contratos de serviços e cabos de ancoragem no Brasil. “A Lupatech está procurando cinco novos contratos de cabo de ancoragem com a Petrobras”, afirmam.
Apesar do viés positivo, Santos e Torres mantiveram a recomendação neutra para as ações da Lupatech, em função das baixas taxas de utilização que continuam pressionando a situação de outras unidades-chave da empresa. Ainda assim, a equipe comenta que a empresa está mantendo uma reserva importante de novas adições para o segundo semestre de 2010.