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Em uma rápida passagem pelo Panamá, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa na manhã desta quarta-feira da abertura da segunda edição do Fórum Econômico Internacional da América Latina e Caribe, na cidade do Panamá. À tarde, Lula irá se reunir com o presidente panamenho, Raul Mulino, e está prevista a assinatura de atos de cooperação entre os dois países.
Lula visita o Panamá pela primeira vez em seu terceiro mandato como convidado de honra da segunda edição do Fórum organizado pelo Banco de Desenvolvimento da América Latina e do Caribe (CAF) e pelo governo do país, que tem parceria de mídia do GLOBO e do Valor Econômico. O evento busca se consolidar como “Davos” latino e promove um debate sobre os desafios e os potenciais da região com autoridades e lideranças econômicas.

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Na véspera, os dois presidentes conversaram por cerca de 50 minutos por telefone, ocasião em que abordaram a visita de Lula aos EUA
Na terça-feira, Lula teve uma reunião bilateral com o presidente eleito do Chile, José Antonio Kast, um nome da direita chilena que vai suceder Gabriel Boric. Ao sair do encontro, Kast afirmou que o bem das nações “transcende qualquer diferença política e ideológica”:
Oportunidade com segurança!
Para além das diferenças ideológicas que podem haver existido quando se exerce uma candidatura, é distinto quando se representa um país. Cada um se instala em seu país e busca o melhor para seus compatriotas. Por isso eu hoje coloco com orgulho a bandeira do Brasil e também vou entregar a bandeira do Chile ao presidente Lula, refletindo o que nos interessa, que a América Latina vá bem.
O presidente disse que pretende ir a Washington em março. Nesta terça-feira, Lula disse que é importante que Trump permita que a Venezuela cuide da “própria soberania” e que espera que a presidente Delcy Rodríguez consiga “dar conta do recado”.
Além de Lula e de Mulino, participam da sessão inaugural outros seis líderes latinos e caribenhos: Rodrigo Paz Pereira, da Bolívia, Gustavo Petro, da Colômbia, Daniel Noboa, do Equador, Bernardo Arévalo, da Guatemala, e Andrew Holness, da Jamaica. O presidente eleito do Chile, José Kast, também estará presente. Depois, os chefes de estado ao Canal do Panamá devem seguir para uma visita ao Canal do Panamá.
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Na parte da tarde, está prevista uma reunião bilateral entre Lula e Mulino, com a participação dos ministros da comitiva presidencial e seus pares panamenhos. Pelo lado brasileiro, estarão presentes o ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira, a ministra do Planejamento, Simone Tebet, o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, e o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano.
Na oportunidade, serão assinados alguns atos de cooperação entre Brasil e Panamá. Um dos acordos previsto trata da facilitação de investimentos entre os dois países, que vivem um momento inédito na relação bilateral. Lula e Mulino já se reuniram cinco vezes e o Panamá se associou ao Mercosul no fim do ano passado. Além disso, o intercâmbio comercial entre os dois países cresceu quase 80% em 2025, para US$ 1,6 bilhão.