Lula e Petro conversam sobre Venezuela e falam em “grande preocupação”

A conversa de ​ambos ocorreu dias após a captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, em uma operação dos Estados Unidos ordenada pelo presidente Donald Trump sob a alegação de envolvimento em supostos crimes de narcotráfico

Reuters

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O ‍presidente da Colômbia, Gustavo Petro, ⁠telefonou para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ‍na tarde desta quinta-feira e ambos conversaram sobre a situação na Venezuela, manifestando ‘grande preocupação’ com uso da ‌força contra um país sul-americano, informou o Palácio do Planalto em nota à imprensa.

‘Os dois mandatários manifestaram grande preocupação com o uso da força contra um país sul-americano, em violação ao direito internacional, à Carta ‌das Nações Unidas e à soberania da Venezuela. E ‌destacaram que tais ações constituem um precedente extremamente perigoso para a paz e a segurança regionais e para a ordem internacional’, disse o comunicado.

‘Concordaram que a situação na Venezuela deve ser resolvida ‌exclusivamente por meios pacíficos, da negociação e do respeito à vontade do povo venezuelano’, acrescentou.

A conversa de ​ambos ocorreu dias após a captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, em uma operação dos Estados Unidos ordenada pelo presidente Donald Trump sob a alegação de envolvimento em supostos crimes de narcotráfico. O mandatário dos EUA chegou também a ameaçar publicamente Petro de ações.

Segundo o comunicado, Lula e o presidente colombiano saudaram o anúncio feito na tarde desta quinta pelo presidente ​da Assembleia ⁠Nacional da Venezuela ⁠de liberação de presos nacionais e estrangeiros.

Lula, segundo a nota, informou Petro ‌que, a pedido da Venezuela, o Brasil vai enviar ’40 toneladas de insumos e medicamentos, de um total de 300 toneladas já arrecadadas, para ‍reabastecer o estoque de produtos e soluções para diálise que estavam em um centro de ​abastecimento atingido pelos ‌bombardeios do último dia 3 de janeiro’.

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‘Brasil e Colômbia reafirmaram sua intenção ‍de seguir cooperando em prol da paz e da estabilidade na Venezuela, país com o qual compartilham extensas fronteiras. Recordaram nesse contexto, os importantes contingentes de migrantes venezuelanos que têm acolhido nos últimos anos’, concluiu o comunicado.