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Lucros fortes, menos impostos: Citigroup eleva projeção para o S&P 500

Estratégistas do banco apontam que cortes de impostos devem compensar impacto das tarifas sobre empresas dos EUA; XP destaca setor financeiro

Paulo Barros

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O Citigroup elevou sua projeção para o S&P 500 neste ano, citando resultados corporativos acima do esperado e a perspectiva de cortes de impostos como fatores capazes de neutralizar os impactos negativos das tarifas sobre empresas americanas.

A equipe liderada por Scott Chronert aumentou o alvo de fechamento de 2025 do índice para 6.600 pontos, ante 6.300 anteriormente, o que implica alta de cerca de 3% em relação ao último fechamento. O banco também prevê que o S&P 500 alcance 6.900 pontos até meados de 2026, avanço de aproximadamente 8% frente ao nível atual.

Segundo dados da Bloomberg, mais de 81% das companhias do índice superaram as estimativas de lucros no último trimestre, o maior percentual em sete trimestres. “As empresas apresentaram um resultado impressionante, mantendo em grande parte suas projeções para o segundo semestre do ano”, escreveu o Citi.

O banco revisou sua estimativa de lucro por ação para os membros do S&P 500 em 2025 de US$ 261 para US$ 272, e para 2026 de US$ 295 para US$ 308, sem alterar de forma relevante as premissas de avaliação.

Paralelamente, relatório da XP mostra que o setor financeiro foi um dos destaques do segundo trimestre de 2025, com taxa de surpresas positivas no lucro por ação de 88%, impulsionado pela retomada da atividade no mercado de capitais. A casa mantém o setor como sua principal aposta no S&P 500, com preferência por grandes bancos americanos, beneficiados pela flexibilização regulatória, demanda por empréstimos e ambiente de juros favorável.

A XP também destacou que a recuperação do investment banking nos EUA, combinada a níveis controlados de inadimplência e receitas sólidas de trading, reforçou a resiliência do setor. No mercado de capitais, o aumento de IPOs e fusões e aquisições no fim do trimestre trouxe perspectivas adicionais de crescimento.

No S&P 500, ganhos têm sido puxados por grandes empresas de tecnologia, com Nvidia (BDR: NVDC34), Microsoft (MSFT34), Meta Platforms (M1TA34), Broadcom (AVGO34) e Palantir (P2LT34) respondendo por 68% da valorização no ano. Com a maioria das gigantes já tendo divulgado resultados, o próximo grande teste será o balanço da Nvidia, em 27 de agosto.

“O caminho de alta para o S&P 500 exigirá que a liderança das megacaps de crescimento se mantenha, com uma ampliação do movimento para outros setores”, afirmou Chronert.

Paulo Barros

Jornalista há mais de 15 anos, editor de Investimentos no InfoMoney. Escreve sobre renda fixa e variável, alocação e o universo dos criptoativos