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SÃO PAULO – As ações do JP Morgan Chase dispararam quase 10% no pré-market de Wall Street após a divulgação de seus resultados trimestrais. Apesar de ter ficado 53% abaixo do registrado no segundo quarto de 2007, o lucro líquido do banco totalizou US$ 2 bilhões, ou US$ 0,54 por ação, bem acima do US$ 0,44 por ação esperado pelos analistas.
O banco norte-americano também reportou leve queda na receita líquida, que passou de US$ 18,9 bilhões no segundo trimestre de 2007 para US$ 18,4 bilhões no mesmo período deste ano.
Os investidores já haviam demonstrado otimismo no último pregão, quando as ações do banco fecharam com alta de 15,86%, após os resultados do Wells Fargo virem melhores do que o esperado pelo mercado.
Impactos
De acordo com o relatório do JP Morgan, os resultados foram impactados negativamente pelo prejuízo líquido de US$ 540 milhões relativo à aquisição da Bear Stearns, após sua rápida perda de liquidez, no final de maio.
Ademais, empréstimos alavancados e posições relativas ao mercado imobiliário levaram a US$ 1,1 bilhão de baixas contábeis adicionais na unidade de Banco de Investimento do JP Morgan, o que também pressionou os números.
Pontos positivos
Para o CEO do JPMorgan, Jamie Dimon, apesar da queda no lucro e na receita, os dados operacionais do trimestre demonstraram que a instituição continua a ter um sólido negócio subjacente.
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“Eu estou satisfeito com a força da nossa folha de balanço e nossas posições de capital, particularmente no contexto dos desafios do mercado que nós enfrentamos durante o ano passado. Durante o trimestre, nós adicionamos US$ 1,3 bilhão à nossa compensação de perdas com crédito e mantivemos fortes proporção de capital”, afirmou o CEO.
Em relação às perspectivas para os próximos trimestres, Dimon acredita que o cenário deve continuar difícil, sendo que os riscos devem continuar a afetar os balanços do banco. Contudo, o executivo se mostrou confiante no crescimento do banco.