Lucro da CSN desaba 94%, resultado recorde do BB e mais 20 balanços no radar

Confira as principais notícias corporativas da manhã desta quinta-feira (9)

Rodrigo Tolotti

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SÃO PAULO – No radar desta quinta-feira (09) destaque para o GPA com seu controlador confirmando opções estratégicas aos ativos da América do Sul e os crescimentos nos lucros da Telefônica (+22%), Banco do Brasil (+40,3%) e BTG Pactual (+12,5%).

Outro destaque corporativo é a publicação do balanço da Vale após o fechamento do mercado, junto com B3, Suzano, Carrefour, Lojas Americanas, B2W, Marisa, Estácio, Qualicorp, CVC, BR Malls, Cyrela, Gafisa, Tenda, Even, Tecnisa, RNI, Randon, Rumo, Sabesp, Energisa, Banco Pine e Camil.

GPA (PCAR4)
O controlador do grupo varejista GPA, Casino Guichard-Perrachon, confirmou hoje que estuda várias opções estratégicas para uma combinação de seus ativos latino-americanos, mas que isso até agora não justifica uma comunicação ao mercado.

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Os franceses afirmaram que “estudam suas várias alternativas estratégicas nesta região, no contexto da permanente revisão de seus investimentos”, complementando que “essas reflexões não levaram a qualquer elemento substancial que justificasse uma comunicação ao mercado”.

Ontem, as ações da empresa desabaram 7,4% na bolsa após notícia do colunista Lauro Jardim do jornal O Globo informar que a empresa quer combinar seus negócios na América do Sul. O GPA seria o carro-chefe deste novo grupo, migrando para o Novo Mercado. A notícia derrubou ainda os papéis da Via Varejo, em 4%.

Adicionalmente, o GPA divulgou ontem à noite um lucro líquido atribuído aos acionistas controladores, nas operações em continuidade, de R$ 149 milhões no primeiro trimestre de 2019, alta de 94,5%. O lucro consolidado, contando a participação de não controladores e operações descontinuadas, foi de R$ 219 milhões, queda de 17,9% em um ano. O Ebitda somou R$ 824 milhões, alta de 15,1%. A receita líquida somou R$ 12,709 milhões, crescimento de 12%.

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Vale (VALE3)
A Vale vai divulgar hoje após o fechamento do mercado os seus resultados do primeiro trimestre, quando deverá reportar os impactos da tragédia de Brumadinho. Ontem à noite antes da divulgação, a mineradora atualizou ontem suas projeções para produção de níquel e cobre para 2019, juntamente com o relatório de produção divulgado pela manhã. A mineradora espera que a produção de níquel fique entre 232 mil e 236 mil toneladas no ano, enquanto para o cobre, o guidance é de 407 mil a 417 mil toneladas.

Banco do Brasil (BBAS3)
O Banco do Brasil fechou o primeiro trimestre com um lucro líquido ajustado de R$ 4,25 bilhões, uma alta de 40,3% sobre o mesmo período do ano passado. O resultado também ficou acima da maior projeção dos analistas consultados pela Bloomberg, que era de lucro de R$ 3,88 bilhões.

De acordo com o banco, “esse foi o maior resultado nominal em um trimestre na história do BB”, que ainda justificou a melhora por conta do aumento da margem financeira, pela redução das despesas de provisão de crédito, pelo aumento das rendas de tarifas e pelo controle de custos.

Entre janeiro e março, o retorno sobre o patrimônio líquido do banco ficou em 16,8%, uma alta expressiva contra os 15,4% do trimestre anterior, mas ainda abaixo do apresentado pelos concorrentes.

A carteira de crédito ampliada, por sua vez, totalizou R$ 684,1 bilhão, uma alta de 0,8% em 12 meses, com destaque para as carteiras pessoa física e agronegócio, que avançaram 7,8% e 1,5% em um ano, respectivamente.

O índice de inadimplência superior a 90 dias chegou a 2,59% no final de março, enquanto a despesa com provisões para crédito de liquidação duvidosa (PCLD) caiu 26,3% na comparação com 2018.

O Banco do Brasil anunciou ainda a distribuição de R$ 1,6 bilhão em forma de Juros Sobre o Capital Próprio, valor 93,2% maior do que o distribuído no primeiro trimestre do ano passado.

Braskem (BRKM5)
A Braskem informou ontem que tomou conhecimento hoje do relatório apresentado pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM) sobre o fenômeno geológico ocorrido em Maceió (AL). O Ministério Público Estadual (MPE) e a Defensoria Pública de Alagoas acusam as operações da empresa de estarem entre os potenciais motivos para o aparecimento de rachaduras e crateras em residências em Maceió.

A companhia afirmou que está colaborando com as autoridades na identificação das causas, com apoio de especialistas independentes, e comprometida na implementação das soluções. O MP e a defensoria, em ação judicial, pedem o bloqueio de R$ 6,7 bilhões da empresa, para potenciais indenizações à população afetada pelo fenômeno geológico ocorrido nos arredores da área de extração de sal-gema, em Maceió.

Além disso, a empresa informou que registrou lucro líquido atribuível aos acionistas de R$ 1,028 bilhão no primeiro trimestre do ano, queda de 2% ante o lucro de R$ 1,054 bilhão de um ano antes. O Ebitda ajustado cresceu 5%, para R$ 2,774 bilhões. A receita líquida ficou estável no comparativo anual, para R$ 12,978 bilhões.

Cielo (CIEL3)
Em meio à guerra das maquininhas de cartão, o presidente da Cielo, Paulo Caffarelli, disse ao Estadão que, sob ataque, empresa não vai virar uma nova Kodak. Segundo ele, a empresa caminha para ser “menos maquininha e mais tecnologia”.

“Não tem empresa que está mais bem posicionada do que a Cielo”, disse. O jornal cita um relatório do HSBC afirmando que, apesar da perspectiva de curto prazo ser “sombria”, a estratégia de focar na liderança, sacrificando rentabilidade, é a mais correta.

CSN (CSNA3)
A CSN registrou um lucro líquido de R$ 86,763 milhões no primeiro trimestre deste ano, um desempenho 94% inferior ao reportado no mesmo período do ano passado, que somou R$ 1,486 bilhão.

Segundo a empresa, o resultado do primeiro trimestre deste ano registrou um valor negativo de R$ 135 milhões na linha de outras receitas e despesas líquidas, revertendo um ganho de R$ 1,796 bilhão de um ano antes.

Essa perda de janeiro a março ocorreu, principalmente, pelo “reconhecimento ao resultado de hedge accounting e outras despesas, parcialmente compensados pela valorização das ações da Usiminas”, explicou a companhia no relatório de administração que acompanha o balanço.

O Ebitda ajustado somou R$ 1,724 bilhão, uma alta de 39%. A CSN destaca que o resultado cresceu em razão da maior contribuição do segmento de mineração. A margem Ebitda atingiu 27,7%, uma alta de 4,2 pontos porcentuais.

A receita líquida de janeiro a março totalizou R$ 6,005 bilhões, cifra 19% superior à registrada no mesmo período do ano passado. As vendas de aços, em volume, recuaram 8% no primeiro trimestre na comparação com o mesmo período do ano passado, enquanto as vendas de minério de ferro cresceram 19%.

Telefônica (VIVT4)
A Telefônica registrou um lucro líquido de R$ 1,387 bilhão no primeiro trimestre deste ano, um desempenho 26,3% superior ao do mesmo intervalo do ano passado. O Ebitda somou R$ 3,903 bilhões, alta de 2,9%, com uma margem se expandindo 0,4 ponto porcentual, para 35,6%.

A receita líquida somou R$ 10,975 bilhões, uma alta de 1,7%. O faturamento com operações móveis subiu 4,7%, para R$ 7,081 bilhões, sendo que a receita de aparelhos subiu 55,%, a R$ 598 milhões. A receita com telefonia fixa atingiu R$ 3,894 bilhões, uma retração de 3,2%.

A empresa encerrou o primeiro trimestre com um total de acessos de 94,994 milhões, queda de 2,9% ante igual período do ano passado. Os acessos móveis somaram 73,529 milhões (-2,1%) e os fixos 21,465 milhões (-5,5%). Os investimentos somaram R$ 1,696 bilhão, uma alta de 9,6%.

MRV (MRVE3)
A MRV registrou lucro líquido de R$ 189 milhões no primeiro trimestre de 2019, cifra 18,2% maior em comparação com o mesmo intervalo de 2018. A companhia segue se beneficiando da ampliação dos lançamentos e das vendas, com consequente ampliação da receita e diluição das despesas. O Ebitda somou R$ 273 milhões, alta 19,2%. A receita operacional líquida atingiu R$ 1,509 bilhão, expansão de 22,7%.

Aliansce (ALSC3)
A Aliansce Shopping Center terminou o primeiro trimestre de 2019 com lucro líquido consolidado contábil de R$ 30,115 milhões, alta de 333,2%. A empresa informou ainda um lucro líquido gerencial, de R$ 27,788 milhões, alta de 334,4%. O Ebitda ajustado somou R$ 90,992 milhões, avanço de 6,7%. A receita líquida consolidada contábil totalizou R$ 127,272 milhões, alta de 7,5%.

Valid (VLID3)
A Valid encerrou o primeiro trimestre do ano com lucro líquido de R$ 13,7 milhões, queda de 30,5% ante igual período do ano passado. Sem o efeito do IFRS 16, o lucro atingiu R$ 14,5 milhões, retração de 26,4%. O Ebitda, com IFRS 16, avançou 1,5% no trimestre, para R$ 66,5 milhões, e sem o IFRS 16, recuou 6,7% para R$ 61,1 milhões. A receita líquida ficou 10,5% maior nos primeiros três meses do ano, em R$ 426,8 milhões.

SLC (SLCE3)
A SLC Agrícola registrou lucro líquido consolidado de R$ 111,381 milhões, queda de 34,2% na comparação anual. O Ebitda atingiu R$ 206,238 milhões, retração de 27%. A receita líquida foi de R$ 618,833 milhões, avanço de 46,2%.

SulAmérica (SULA11)
A SulAmérica registrou um lucro líquido de R$ 223,3 milhões no primeiro trimestre deste ano, cifra 57,2% superior a registrada no mesmo intervalo do ano passado.

O índice combinado registrou uma melhora de 1 ponto porcentual, atingindo 97,6% no primeiro trimestre, sendo “o melhor índice para um primeiro trimestre em mais de dez anos – reflexo da constante busca por eficiência operacional da Companhia”. O ROAE recorrente dos últimos doze meses atingiu 16%, ante 14,3% de um ano antes. A sinistralidade ficou em 75,2% no primeiro trimestre, ante 76,4% de igual intervalo de 2018.

O total de receitas de receitas operacionais cresceu 10,1%, para R$ 5,254 bilhões. O resultado financeiro líquido ficou positivo em R$ 171,3 milhões, um aumento de 18,2%.

Engie (EGIE3)
A Engie Brasil encerrou o primeiro trimestre de 2019 com lucro líquido de R$ 565,5 milhões, alta de 15,6%. O Ebitda somou R$ 1,212 bilhão, aumento de 15,9%. A receita operacional líquida cresceu 25,1%, para R$ 2,338 bilhões.

Totvs (TOTS3)
A Totvs registrou um lucro líquido ajustado de R$ 45,1 milhões no primeiro trimestre deste ano, alta de 26,9% em comparação ao mesmo período do ano passado. O Ebitda ajustado atingiu R$ 104,5 milhões de janeiro a março, expansão de 7,9%. A receita líquida somou R$ 563,6 milhões nos primeiros três meses do ano, um crescimento de 8,6% em um ano.

Adicionalmente, o conselho da empresa aprovou dar seguimento às tratativas para venda das operações de hardware da empresa.

Enauta (ENAT3)
A Enauta Energia, ex-QGEP, teve lucro líquido de R$ 51 milhões no primeiro trimestre, queda de 68%. O Ebitda recuou 37,7%, para R$ 128,8 milhões. A receita líquida ficou em R$ 207,3 milhões, crescimento de 74,5% em um ano.

Eneva (ENEV3)
A Eneva terminou o primeiro trimestre com lucro líquido ajustado de R$ 129,8 milhões, alta de 270%. O Ebitda ajustado foi de R$ 322,2 milhões, aumento de 6,1%. A receita líquida caiu 10,3% no período, a R$ 611,4 milhões.

Banco Inter (BIDI4)
O Banco Inter registrou lucro líquido de R$ 12,1 milhões no primeiro trimestre de 2019, alta de 15,7%. O retorno sobre patrimônio líquido ficou em 5,1% no trimestre, queda de 5,7 pontos na comparação anual. Os ativos totais somaram R$ 5,947 bilhões ao final de março, avanço de 56,5% em um ano.

O conselho do banco aprovou ainda a venda de 40% capital da Inter Digital Corretora e Consultoria de Seguros, pelo valor de R$ 114 milhões, para a Wiz. Desse total, R$ 45 milhões serão pagos à vista e outros R$ 69 milhões em quatro parcelas variáveis.

WIZ (WIZS3)
A Wiz registrou um lucro líquido consolidado de R$ 56,6 milhões, alta de 76,8%. O Ebitda somou R$ 98,4 milhões, incremento de 63,6%. A receita líquida atingiu R$ 154,4 milhões, aumento de 16,0%.

EDP (ENBR3)
A EDP Energias do Brasil apresentou lucro líquido de R$ 295,6 milhões no primeiro trimestre de 2019, alta de 38,1% na comparação com igual período do ano passado. O Ebitda somou R$ 705,6 milhões, alta de 9,4%. A receita líquida somou R$ 2,827 bilhões, em linha com ano passado.

Arezzo (ARZZ3)
A Arezzo teve queda de 14,7% no lucro líquido do primeiro trimestre, que somou R$ 23,141 milhões. O Ebitda subiu 33,9%, para R$ 54,582 milhões. A receita líquida subiu 14,2%, para R$ 377,163 milhões.

Azul (AZUL4)
Azul registrou um lucro líquido de R$ 137,7 milhões no primeiro trimestre deste ano, representando uma queda de 20,1% na comparação anual. O Ebitda somou R$ 724,2 milhões, alta de 8,1%. O Ebit, resultado operacional, por sua vez, recuou 10,1%, para R$ 335,6 milhões. A receita líquida subiu 16%, para R$ 2,542 bilhões.

Hapvida (HAPV3)
A Hapvida teve lucro liquido de R$ 209 milhões no primeiro trimestre, queda de 2,4%. O Ebitda somou R$ 277,4 milhões, queda de 1,9%. A receita líquida atingiu R$ 1,257 bilhão, incremento de 15,3%.

JSL (JSLG3)
A JSL apresentou um lucro consolidado de R$ 60,8 milhões, representando uma alta de 142% na comparação anual. O Ebitda subiu 34%, para R$ 474,6 milhões, enquanto a receita avançou 14%, para R$ 2,2 bilhões.

BTG (BPAC11)
O BTG Pactual terminou o período entre janeiro e março com lucro líquido de R$ 675 milhões, cifra 12,5% superior a apresentada no mesmo período do ano passado. A empresa informa que, em base ajustada, o lucro somou R$ 721 milhões, alta de 9,2%.

As receitas totais somaram R$ 1,482 bilhão, aumento de 13,1% na comparação anual. O retorno sobre o patrimônio anualizado ficou em 15,1% (+0,9 p.p.).

Os ativos totais cresceram 12,5%, para R$ 164,7 bilhões. Os ativos sob administração somaram R$ 214,1 bilhões (+30,7%) e sob gestão atingiram R$ 133,6 bilhões (+33%).

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Rodrigo Tolotti

Repórter de mercados do InfoMoney, escreve matérias sobre ações, câmbio, empresas, economia e política. Responsável pelo programa “Bloco Cripto” e outros assuntos relacionados à criptomoedas.