Lojas virtuais: comércio eletrônico cresceu 50% no último semestre

O sucesso das lojas on-line pode ser atribuído a uma política de vendas bastante peculiar que conta com a agilidade da internet

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SÃO PAULO – O varejo tradicional vem perdendo espaço para o comércio eletrônico das lojas na internet, mercado este que já comemora uma expansão de 50% no primeiro semestre deste ano frente ao mesmo período no ano passado. Na contramão, o varejo convencional vem amargando perdas consecutivas em suas vendas nos últimos meses.

O sucesso das lojas on-line pode ser atribuído a uma política de vendas bastante peculiar adotada depois que estas varejistas descobriram que no mundo virtual as coisas funcionam de forma bastante diferente do que acontece com suas concorrentes no mundo tradicional.

Internet estimula compra por impulso

Acontece que as pontocom descobriram que com a velocidade da internet é muito mais fácil agradar o consumidor e conseqüentemente o seu bolso. As opções são diversas e vão desde os parcelamentos de compras em dez parcelas sem juros no cartão de crédito, à isenção de frete e outros recursos tecnológicos que só a internet permite.

Os recursos tecnológicos de que nos referimos são os chamarizes utilizados para estimular as compras por impulso. Ao acessar um site qualquer, de repente uma mini-tela, mais conhecida como pop up, aparece no seu monitor com promoções imperdíveis que duram por pouquíssimo tempo.

Ou seja, nota-se com isto que a loja eletrônica possui o poder de alterar preços e formas de pagamento em uma agilidade fora do comum, inviável para uma loja convencional. Imagine passar por uma loja de roupas pela manhã com promoções imperdíveis, e nos trinta minutos seguintes, perceber que os preços já voltaram ao patamar anterior. Definitivamente, esta situação deixaria qualquer consumidor bastante nervoso.

Na internet é possível programar com relativa antecedência quais os produtos que serão ofertados ao consumidor a cada hora, por exemplo. Este tipo de promoção relâmpago acaba despertando no consumidor a vontade de fechar um negócio aparentemente imperdível levando-o muitas vezes ao consumo impulsivo.

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Poder de compra do público-alvo é maior

Outro fator que deve ser levado em consideração é o fato de que a grande maioria dos internautas que costumam fazer compras pela rede pertence às classes A e B. Isto significa que mesmo em tempos difíceis estes consumidores ainda se mostram capazes e intencionados a consumir.

E mesmo considerando que existe ainda uma boa parcela de compradores potenciais que ainda tem certo receio de comprar algum produto pela rede, sobretudo pelo fato de não acharem o sistema seguro, as lojas eletrônicas revelam que conhecem seu público-alvo e não abrem mão de um serviço de qualidade.

Prova disso é que muitos sites possuem seções especiais com o objetivo de educar esses consumidores inexperientes ensinando-os passo a passo como navegar e concluir compras pela loja virtual.