Lojas Renner: JPMorgan eleva preço-alvo e recomenda overweight

Analistas enaltecem formato compacto de lojas e preveem expansão mais acelerada; preço-alvo agora é de R$ 50,00

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SÃO PAULO – Otimista com as projeções de abertura de novas lojas e com o novo formato que elas terão, o JPMorgan elevou sua recomendação para a Lojas Renner (LREN3) de neutra pra overweight (peso acima da média do portfólio) e revisou o preço-alvo para o final deste ano de R$ 42,00 para R$ 50,00 – potencial teórico de valorização de 14,41% frente ao último fechamento. 

“Agora esperamos que o ritmo de expansão das lojas dobre para 18% em 2011”, preveem Adrea Teixeira e João Mamede, analistas do banco. “A elevação [no preço-alvo] é exatamente o valor estimado que estas novas lojas devem adicionar”, argumentam. 

Projeções de Ebitda e ganhos caem, mas ainda são altas
No entanto, na esteira da acelerada inauguração de lojas há um lado negativo: o aumento nos custos administrativos, gerais e de vendas. Com isso, o banco reduziu sua perspectiva para o Ebida (geração operacional de caixa) em 7% e 8% para 2010 e 2011, respectivamente, além de diminuir as projeções de ganhos por ação em 1% e 9% para os mesmos períodos.

Mesmo assim, as projeções ainda são elevadas. “Esperamos um crescimento de 39% nos ganhos por ação e crescimento de 25% no Ebitda em 2010, seguido por 14% e 18%, respectivamente, em 2011”. 

Novo formato anima
O tom positivo face ao novo formato de lojas – menores, compactos e não necessariamente instaladas em shopping centers -, decorre da avaliação de que ele “possibilita a resolução de um antigo problema, a limitação de seu crescimento”. 

Além disso, Teixeira e Mamede apontam para o fato de o formato trazer benefícios que ofuscam a alta dos custos. “Os gerentes afirmam que as novas lojas têm o mesmo retorno e amadurecem mais rápido, o que compensa a elevação nos gastos gerais, com vendas e administrativos”, ressaltam. 

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Múltiplos revelam desconto
Outro fator que impulsiona o ânimo do JPMorgam é o fato dos papéis da varejista estarem sendo atualmente negociado a múltiplos que exibem descontos em relação à sua média histórica. 

Lojas Renner Vs. Pão de Açúcar
Por fim, os analistas preterem um investimento em Pão de Açúcar em favor da exposição a Lojas Renner, devido ao entrave daquela companhia em sua fusão com a Casas Bahia e concluem: “A fuga para a qualidade deverá continuar a beneficiar a Renner, devido à sua governança corporativa superior e políticas conservadoras de crédito ao consumidor”.