Destaques da bolsa

Lojas Renner dispara 5,5% em sessão pré-balanço; frigoríficos seguem rali com China e Natura salta 10%

Confira os destaques da B3 na sessão desta quinta-feira (25)

SÃO PAULO – O Ibovespa registrou uma sessão de fortes ganhos, fechando em alta de 1,59%, com o mercado se animando com a instalação da comissão especial para analisar a reforma da Previdência.

O noticiário corporativo também ficou em destaque, com o mercado digerindo as novidades sobre as negociações da Natura (NATU3) com a Avon após a americana vender as operações da América do Norte para a sul-coreana LG, enquanto os frigoríficos tiveram mais uma sessão de fortes ganhos ainda repercutindo o “efeito-China” com a gripe suína. Confira os destaques da B3 na sessão desta quinta-feira: 

JBS (JBSS3), Marfrig (MRFG3) e BRF (BRFS3)

Por mais uma sessão, as ações das três empresas dispararam na bolsa por conta da peste suína na China. 

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Contudo, vale destacar, nesta sessão, o Citi cortou a recomendação dos papéis da JBS para venda, apontando que os ganhos recentes da ação parecem não refletir os resultados mais fracos na unidade de frangos Pilgrim’s Pride e crescimento mais lento dos lucros na unidade de carne
bovina da JBS nos EUA. 

Segundo a equipe de análise, o mercado pode estar superestimando o potencial impacto nas vendas da propagação da peste suína africana na China e a estimativa do Ebitda em 2019 permanece praticamente
inalterada. 

A tendência de margem de Pilgrim mais fraca que o esperado pode
se estender até o terceiro trimestre de 2019, enquanto as margens mais baixas da Pilgrim’s são ofuscadas pelo incremento de 4% no Ebitda de 2019 relacionado à ASF, principalmente da unidade de suínos da JBS nos EUA. Atualmente, a China responde por cerca de 3% do Ebitda da JBS

Petrobras (PETR3;PETR4)
A Petrobras repercute o noticiário sobre uma “privatização mais ampla” da companhia. Segundo Jair Bolsonaro, o governo pode “caminhar para a privatização mais ampla da Petrobras”. “Temos refinarias, vamos dar um passo de cada vez. Pode-se caminhar para a privatização mais ampla da Petrobras”, disse o presidente, em café da manhã com jornalistas.

Na semana passada, em entrevista à GloboNews, o ministro da Economia, Paulo Guedes, insinuou que o presidente Bolsonaro o tem questionado sobre uma eventual privatização da Petrobras.

A companhia ainda anunciou ontem à noite um novo Programa de Desligamento Voluntário (PDV). Serão elegíveis os empregados da Petrobras Controladora que estejam aposentados pelo INSS até junho de 2020, quando se encerram as inscrições. Segundo a empresa, para uma estimativa de participação de aproximadamente 4.300 empregados, o custo previsto para a implantação do Programa é de R$ 1,1 bilhão e o retorno esperado é de R$ 4,1 bilhões no período 2019-2023.

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“O Programa tem por objetivo promover a renovação nos quadros da companhia quando for identificada essa necessidade. Seu regramento prevê também ações para retenção em processos chave, de modo a garantir a continuidade das operações e a máxima segurança na execução das atividades da companhia”, afirmou a empresa em comunicado.

A Petrobras acrescentou que os valores de custo e retorno podem se alterar de acordo com a efetiva adesão, assim como por outras variáveis, sendo estas estimativas baseadas em premissas e critérios aplicáveis no presente momento. “O efeito nas demonstrações financeiras ocorrerá à medida em que as adesões se efetivarem”, acrescentou.

Já o jornal O Globo informa que a Petrobras, que vinha negociando parceria com a chinesa CNPC para a construção de uma refinaria no Comperj, em Itaboraí (RJ), desistiu do projeto e agora pretende erguer no local uma termoelétrica. Segundo a publicação, a estatal quer aproveitar o gás do pré-sal como matéria-prima para gerar energia. O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, vem defendendo que a companhia reduza sua fatia no mercado de refino, como forma de incentivar a concorrência no setor. O complexo do Comperj é um símbolo da corrupção e já custou US$ 14 bilhões.

A Petrobras informou ontem ainda que o seu Conselho de Administração elegeu Andrea Marques de Almeida para o cargo de Diretora Executiva de Finanças e Relações com Investidores da companhia. A posse da nova Diretora está agendada para o dia 02/05/2019.

Ainda no rescaldo da ameaça de greve por parte de grupos de caminhoneiros, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) atualizou ontem a tabela com os pisos mínimos de frete para o transporte rodoviários no País. Por lei, o tabelamento precisa ser reajustado quando as cotações do diesel superem a alta de 10% nos postos. A variação do óleo em relação ao último reajuste, em janeiro, foi de 10,69%.

Bradesco (BBDC3;BBDC4)

O Bradesco chegou a registrar queda na esteira do balanço do primeiro trimestre, mas fechou com ganhos seguindo o dia de ânimo nesta sessão.

O banco abriu a safra de balanços dos bancos hoje apresentando um lucro líquido recorrente de R$ 6,238 bilhões no primeiro trimestre deste ano, montante 22,3% superior ao do mesmo intervalo do ano passado. O melhor desempenho operacional, diante de melhores margens financeiras, menores gastos com provisões (PDD) e linhas de seguros e receitas com serviços, contribuíram para o resultado.

Os níveis de inadimplência do Bradesco, considerando atrasos acima de 90 dias, atingiram 3,3% no primeiro trimestre, índice 0,2 ponto porcentual inferior ao observado no últimos trimestre do ano passado e 1,1 ponto porcentual na comparação anual.

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Segundo a empresa, foi o oitavo trimestre consecutivo de melhora, atingindo todos os segmentos, como de micro, pequenas e médias empresas e de pessoas físicas. A inadimplência de grandes empresas, com atrasos superiores a 90 dias, ficou em 0,97% ao final de março, ante 1,46% do encerramento de dezembro.

“Embora o trimestre não tenha sido um trimestre brilhante e impactado pelo cenário macro, vemos o Bradesco à frente dos pares e pronto para se beneficiar do ciclo de crédito e da recuperação da economia. O banco está fazendo seu trabalho enquanto as incertezas ainda são muitas sobre a economia do Brasil e a execução de reformas”, afirmam os analistas da XP Research.

Lojas Renner (LREN3)

As ações da Lojas Renner dispararam na sessão pré divulgação de resultados da companhia, a ser revelado hoje após o fechamento do mercado. 

Segundo o Itaú BBA, a Renner será um dos destaques positivos entre as empresas varejistas. Os analistas esperam “um desempenho sólido de primeira linha”, com as vendas “mesmas lojas” crescendo em dois dígitos. “A margem bruta achatada e a alavancagem operacional na frente de despesas devem sustentar uma saudável margem Ebitda no trimestre”, diz o Itaú. Veja mais clicando aqui. 

Natura  (NATU3)

As ações da Natura dispararam após a Avon vender a divisão da América do Norte por US$ 125 milhões para a sul-coreana LG Household & Health. O acerto para o negócio em dinheiro ocorreu depois que a brasileira afirmou em março que estava negociando um acordo com a Avon “a respeito de potencial transação envolvendo ambas as companhias”. 

A Natura informou ao mercado que continuava interessada nas operações da Avon – obviamente, excluindo a América do Norte. Conforme destaca o Citi, embora a Natura tenha mencionado inicialmente que estava analisando os negócios também na América do Norte, os analistas do banco tinham várias restrições sobre o ativo na região, que vem sofrendo há anos com os baixos resultados.

Veja mais em: 
Natura “perde” disputa por operação da Avon na América do Norte – e mercado comemora

“Por isso, vimos uma possível compra do negócio norte-americano como uma ‘penalidade’ que a Natura eventualmente teria que pagar se estivesse disposta a comprar a Avon”, afirma a equipe de análise.

Assim, a venda dos negócios na América do Norte para um terceiro foi vista como positiva, eliminando o risco da Natura comprar um negócio em dificuldades e também reduzindo o valor potencial da transação total, o que ajuda a diminuir os temores de endividamento. 

GPA (PCAR4)

O GPA registrou um crescimento de 12,4% das vendas brutas no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado, atingindo R$ 13,829 bilhões. As vendas do negócio de Multivarejo (como supermercados, hipermercados e proximidade) cresceram 1,8% (para R$ 6,922 bilhões) e da bandeira Assaí 25,6%, para R$ 6,907 bilhões.

As vendas no conceito mesmas lojas do varejo alimentar – descontados os efeitos do calendário de Páscoa – expandiram-se 7,5% no primeiro trimestre em relação ao mesmo período do ano passado. O Multivarejo teve alta de 4,8% e o Assaí, de 10,7%

Dentro do Multivarejo, a empresa informou que as vendas mesmas lojas (ex-calendário) do Extra Hiper cresceram 2,7%, do Extra Super subiram 7% e do Pão de Açúcar avançaram 4,6%. As lojas de proximidade, por sua vez, registraram alta das vendas de 20%.

Dommo (DMMO3)

A Dommo convocou acionistas para Assembleia Geral Extraordinária em 30 de abril, às 10h, no Rio de Janeiro, para deliberarem sobre o grupamento da totalidade das 2,7 bilhões de ações ON na proporção de 10 para 1, sem alteração do capital social, segundo comunicado.

O grupamento visa a mitigar o risco de volatilidade excessiva da cotação das ações ON em razão do seu baixo valor atual de negociação na B3, bem como a adequar a cotação das ações acima de R$ 1,00. 

Gerdau (GGBR4)

O jornal Valor Econômico informa que a Gerdau pediu licença ambiental ao governo de Minas Gerais para iniciar uma nova lavra de minério de ferro em Itabirito, com a finalidade de abastecer sua usina de Ouro Branco. Segundo a publicação, a unidade terá processamento a seco, sem o uso de barragens. Assim que o projeto for aprovado, a Gerdau deverá anunciar o valor do investimento e o início da operação, que terá a capacidade de produção de 30 milhões de toneladas ao ano por mais de duas décadas.

Oi (OIBR4)

A proposta de ampliação da remuneração dos membros do conselho de administração da Oi, em até 114%, vem enfrentando oposição dentro e fora da companhia, informa o Valor. Marcada para amanhã, o assunto vai ser pauta da assembleia de acionistas. O montante é três vezes superior ao pago aos conselheiros da TIM e o dobro da remuneração total proposto para o colegiado da Telefônica. O valor global proposta para os conselheiros da Oi soma R$ 14,67 milhões. Consultorias internacionais recomendam a não aprovação da proposta de nova remuneração.

Enel (ELPL4)

A Enel Distribuição de São Paulo (ex-Eletropaulo) registrou um lucro líquido de R$ 69 milhões no primeiro trimestre deste ano, revertendo prejuízo de R$ 5,4 bilhões de igual período do ano passado. O Ebitda avançou 18,4% no período, para R$ 399 milhões, enquanto a margem avançou a 11,5% (+1 ponto porcentual). A receita líquida subiu 8,3%, para R$ 3,467 bilhões.

Cemig (CMIG4)

A Cemig informou que foram concluídos os processos de incorporação das subsidiárias Lepsa e RME (Rio Minas Energia), sociedades com as quais a empresa tem o maior controle acionário na Light. Segundo a empresa, o processo decorre do fim do acordo de acionistas que regia o controle da Light e que, por se tratar de uma subsidiária integral, não haverá necessidade de aumento de capital, nem de emissão de novas ações.

Taesa (TAEE11)

A Taesa informou que obteve licença de instalação pelo Ibama referente à Interligação Elétrica Aimorés. A linha de transmissão foi arrematada em outubro de 2016 e contará com uma extensão de 208 km, no estado de Minas Gerais.

CPFL (CPFE3)

A CPFL Energia protocolou na SEC, a comissão de valores mobiliários dos EUA, um pedido de registro de oferta pública de ações.

(Agência Estado e Bloomberg)